Luta contra a seca e a desertificação em Cabo Verde “está a ser ganha”, diz responsável

O director interno dos serviços de engenharia rural do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), Alexandre Centeio, considerou hoje que a luta contra a seca e a desertificação em Cabo Verde “está a ser ganha”.

Em entrevista à Inforpress no âmbito da comemoração do dia mundial do Combate à Seca e à Desertificação, que se celebra hoje, Alexandre Centeio informou que Cabo Verde conta com 69.367 hectares de áreas em estado de degradação, segundo o programa de neutralização e de degradação da terra.


“Apesar das limitações do país, os ganhos estão à vista pelos diferentes projectos implementados e de outros por implementar a nível da conservação de solos e água e regularização do regime hidrológico”, apontou Centeio.


Esses projectos, acrescentou o responsável, têm contribuído com efeitos positivos no equilíbrio dos ecossistemas e na restituição do ambiente adequado à vida e à sobrevivência a longo prazo.


Neste sentido, informou que o MAA pretende promover um programa de restauração para aumentar a capacidade de resiliência e do sistema de adaptação às ameaças diárias e de ventos extremos.


Para além disso, avançou que o ministério tem desenvolvido, ao longo dos últimos anos, actividades ligadas à arborização com elaboração de projectos estruturantes e integrados, que visam a instalação de sistemas agro-silvo-pastoris e a conservação de solos e água.


Em relação à mobilização de água disse que a aposta tem sido na dessalinização da água para a rega nas bacias hidrográficas costeiras para a restauração dos solos degradados, em consequência da inclusão salina.


Alexandre Centeio destacou ainda o projecto de reforço de capacidade de adaptação e resiliência do sector florestal, iniciado em 2017, para fortalecer a responsabilidade ambiental do País.


Este projecto, precisou, tem de entre outros objectivos, o aumento da área de cobertura florestal e adopção de boas práticas de ordenamento, gestão florestal e agro-florestal resiliente e adaptáveis às alterações climáticas.


A luta contra a seca e a desertificação passa, também, segundo o entrevistado da Inforpress, pelas campanhas de sensibilização, prevenção e combate contra os incêndios florestais.


Neste dia mundial do Combate à Seca e à Desertificação, Alexandre Centeio esclareceu que a comemoração desta efeméride não se resume à fixação de plantas.


“A desertificação é a perda de capacidade de renovação de zonas áridas por acção humana ou variações climáticas, por isso, inclui acções que tem a ver com pecuária, agricultura, captação de água e outros sectores para reduzir esse processo”, explicou.


A Organização das Nações Unidas comemora o dia mundial do Combate à Seca e à Desertificação sob o lema “proteger a terra, restaurar a terra, envolver as pessoas”, num apelo ao esforço de todos nesta causa, lembrando que “das roupas que usamos às casas em que vivemos e à comida que comemos, tudo provém do uso dos recursos da terra”.


Inforpress

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