Ministério da Educação estima vacinar sete mil professores e três mil funcionários afectos às escolas antes do novo ano lectivo

O ministro da Educação, Amadeu Cruz, afirmou hoje que a orientação governamental é que todos os professores e funcionários afectos às escolas sejam vacinados, visando permitir a retoma da normalidade do sistema educativo no ano lectivo 2021-2022.


O responsável pela pasta da Educação fez estas declarações, quando falava aos jornalistas no âmbito de uma visita que efectuou hoje ao Centro de Saúde, de Achada Santo António, acompanhado do ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, para se inteirar do processo de vacinação dos professores na Cidade da Praia.


Amadeu Cruz destacou a importância da vacinação dos profissionais da comunidade educativa, para a retoma do funcionamento das escolas, perspectivando que no início do próximo ano lectivo estejam criadas as condições para que haja o regresso dos alunos em segurança ao ambiente escolar.


“Esperamos começar em 2021-2022, a recuperação das aprendizagens, o que quer dizer que vamos ter o ano lectivo a funcionar dentro de alguma normalidade, com o tempo lectivo normal, com a carga horária normal, em regime presencial, o corpo dos docentes estabilizado e os manuais disponíveis, portanto, esta é a nossa estratégia para o próximo ano lectivo”, afirmou.


Afiançou que o Ministério da Educação está a trabalhar neste sentido, pelo que espera a colaboração do Ministério da Saúde no que se refere à criação das condições de higienização e do processo de estabilização do funcionamento das escolas.


Questionado sobre a questão da recusa por parte de alguns professores em aderirem ao processo de vacinação, Amadeu Cruz lembrou que as pessoas são livres para fazer as escolhas conforme a Constituição da República, tendo, no entanto, apelado aos professores para darem o exemplo.


Por seu turno, o ministro da Saúde, Arlindo do Rosário descartou qualquer tentativa de escolha ou preferência pela vacina a ser aplicada, frisando que até ao momento não há registo no País de danos colaterais graves após a aplicação da vacina.


“A escolha eventualmente seria ditada, mas por razões de ordem médica se não houver nenhuma contra indicação, até porque antes da vacinação faz-se a triagem para se saber o histórico da pessoa para ver se tem alguma contraindicação não havendo é uma escolha que fica sob a responsabilidade do serviço de saúde”, asseverou, acrescentando que ainda não há registos no país que justifiquem a demonização de uma outra marca da vacina que está a ser aplicada em Cabo Verde.


Inforpress

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