49 anos de independência: Santantonenses comemoram efeméride destacando conquistas e desafios

ários santantonenses celebram hoje, 05 de Julho, o 49º aniversário da Independência de Cabo Verde, alcançado em 1975 após séculos de domínio colonial português, embora reconheçam os avanços conquistados, enfatizam que ainda há muitos desafios que exigem “atenção contínua”.

Neste dia especial, a Inforpress saiu às ruas dos concelhos da Ribeira Grande e do Paul para saber como os santanenses vêem a data e se houve ou não progresso em Santo Antão pós-independência.

Camila Neves, residente em Ribeira Grande, expressou que a independência trouxe um sentimento de “renovação e esperança”, pois, segundo a mesma fonte, a liberdade da pátria deu aos cabo-verdianos um novo “alento e outros horizontes se abriram”.

“Se hoje temos boas estradas, educação, entre outros ganhos, isso tudo foi graças à nossa independência. E Santo Antão colheu os louros desse marco, embora ainda haja muito por fazer, mas mesmo assim só vejo ganhos desde então e o desenvolvimento é feito de forma faseada e é o que vejo nesses 49 anos”, considerou.

Osvaldo Lopes, que também é do concelho da Ribeira Grande, destacou os avanços académicos desde a independência, é que, conforme o mesmo, a independência trouxe desenvolvimento para Santo Antão e o país.

“Ganhamos liberdade para pensar por nós mesmos e desenvolver o nosso país de acordo com as nossas possibilidades. Em Santo Antão, vimos progressos significativos, como a construção de novos edifícios e melhorias no ensino, como a construção de vários liceus na ilha e actualmente temos um polo universitário”.

Maria Nascimento, que é do concelho da Ribeira Grande, acentuou que a independência nacional foi a “melhor escolha” porque, na sua opinião, “Cabo Verde hoje é um país democrático, não há mais opressão e nem fome”.

“É uma data que não devemos esquecer porque nos deu outras possibilidades de vida, ou seja, mais dignidade. Mas na vida nem tudo é flores ainda há desafios como o desemprego e a perda da nossa população que necessita de uma especial atenção das autoridades”, mostrou.

Por outro lado, Manuel Ramos, que é do concelho da Ribeira Grande, embora reconheça a importância do dia 05 de Julho, expressou preocupações com o desenvolvimento actual de Santo Antão. “A ilha está estagnada. Em Ribeira Grande, por exemplo, não há desenvolvimento permanente. Há uma necessidade urgente de apostar nos jovens, criar mais empregos e revitalizar a economia local”, destacou.

António Semedo, residente no concelho do Paul, reflectiu sobre a significância desta data e salientou que todos deveriam comemorar a mesma porque simboliza a liberdade da pátria.

Alberto Santos, outro residente no Paul, reconheceu os avanços pós-independência, segundo a mesma fonte o país soube “muito bem” andar com seus próprios pés.

“Tivemos bons governantes, cada um com seu método de governar, tivemos melhorias como as infra-estruturas locais, as estradas, desencravamento de localidades, cais de Porto Novo, mas ainda há muito por fazer, como o prometido aeroporto de Santo Antão”, indicou.

Gustavo Veiga, outro morador do Paul, relembrou os desafios enfrentados antes da independência e as melhorias desde então.

“Cabo Verde não era nada naquele tempo. Muitas pessoas morriam de fome e a situação era crítica, especialmente no conceito do Paul. Hoje temos um país melhor devido à independência, com progressos significativos na educação, saúde”, sustentou.

Inforpress

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