Acordo climático e aéreo, mobilidade laboral e conversão da dívida são pontos estratégicos da parceria entre Cabo Verde e Portugal

O primeiro-ministro anunciou hoje que o acordo climático, a conversão da dívida em investimentos, mobilidade laboral e a implementação de voos low cost para Portugal fazem parte do dossiê estratégico para a projecção e desenvolvimento de Cabo Verde.

Ulisses Correia e Silva falava em declaração à imprensa, no acto da assinatura de um memorando de entendimento para a criação de uma linha especial de microcrédito rubricado entre os secretários de Estados dos dois Governos, na Cidade da Praia.

Conforme explicou, o acordo climático ambiental é a oportunidade de reafirmar o compromisso entre os dois Governos, tendo afirmando que o acordo já está na fase de concretização e os projectos já identificados.

Sobre a conversão da dívida de Cabo Verde que ronda os 140 milhões de euros, o chefe do Executivo avançou que o valor vai ser transformado parcialmente em investimentos importantes para a projecção da relação de Cabo Verde com o resto do mundo.

A mobilidade laboral, outra aposta, visa definir de forma estruturada e com protecção de direitos, um instrumento considerado importante na projecção das relações entre Europa e África.

“Cada vez mais essas questões das ligações estão sendo discutidas e devem ser encaradas de frente, relativamente à criação de condições para que os movimentos migratórios sejam feitos com protecção de direitos para uma boa integração”, afiançou.

Quanto ao acordo aéreo para implementação de voos low-cost a partir de Portugal, avançou que é um processo que se encontra na fase da ractificação no parlamento para a alteração do processo do acordo vigente exportado, permitindo assim receber voos low-cost importantes para a dinamização do sector turístico.

A segurança marítima, outro ponto referido pelo primeiro-ministro, tem com objectivo intensificar o posicionamento do País, ao mesmo tempo, destacou, proteger os seus recursos da pesca ilegal, protecção contra o narcotráfico e da pirataria marítima.

“São fenómenos que não têm como destino Cabo Verde, mas que passam ao lado da nossa localização geoestratégica e Cabo Verde precisa estar seguro e ao mesmo tempo contribuir para a segurança marítima global”, defendeu.


Inforpress

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