África precisa de 2,5 mil milhões de dólares para implementar tratado de Paris sobre clima – comissária da UA

Os países africanos necessitam de um financiamento externo de 2,5 mil milhões de dólares entre 2020 e 2030 para implementar as suas contribuições no tratado global do Acordo de Paris da convenção das Nações Unidas sobre mudança do clima.

Esta posição foi defendida hoje em Gyeonggi-do, Coreia do Sul, pela Comissária da União Africana Josefa Correia Sacko ao intervir no Fórum de Alto Nível sobre a Aceleração do Acesso ao Financiamento Verde e Climático para África: Parceria pioneira Coreia-África.

Segundo uma nota de imprensa enviada à Inforpress, a diplomata disse ainda que os fluxos atuais estão muito aquém, com o financiamento disponível que representa apenas 12 por cento do objetivo determinado no acordo de Paris.

Josefa Sacko afirmou que o continente contribui anualmente com menos de 4% (por cento) das emissões globais de gases com efeito de estufa e, no entanto, é a região mais vulnerável a sofrer alguns dos impactos mais desastrosos das alterações climáticas.

“Sendo responsável por nove dos dez países mais vulneráveis às alterações climáticas a nível mundial e esta vulnerabilidade resulta de vários fatores como a elevada dependência da agricultura de sequeiro, o acesso desigual aos recursos financeiros e uma fraca capacidade de adaptação, entre outros”, reforçou.

O êxito na consecução de objetivos ambiciosos de redução das emissões, disse, vai depender, no entanto, da disponibilidade de financiamento climático ou verde significativo, cujos níveis atuais são “extremamente inadequados” para uma transição justa em África.

Para colmatar tal desiderato, frisou que o continente precisa de ter acesso a recursos financeiros e técnicos sustentados provenientes de uma vasta gama de fontes, públicas e privadas, bilaterais e multilaterais, incluindo fontes alternativas inovadoras.

Para ilustrar o quadro de financiamento atual do continente, referiu que África está a receber apenas 12% do que necessita para gerir o impacto das alterações climáticas, cujas necessidades podem atingir cerca de 250 mil milhões de dólares por ano para ajudar os países africanos a adotarem tecnologias mais ecológicas e a adaptarem-se aos efeitos das alterações climáticas para atingir o objetivo de zero emissões líquidas até 2050.

Tendo em conta os desafios ambientais prementes, a União Africana tem estado empenhada em impulsionar a transição ecológica de África, promovendo o bem-estar ambiental, social e económico interligados.

Inforpress

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