13 de Janeiro: UCID adverte que democracia plena não sujeita mecanismos de controlo de livre expressão e acção dos cidadãos

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) advertiu hoje que uma democracia plena requer o exercício da liberdade e  sem  sujeição de mecanismos de controlo da livre expressão e da acção dos cidadãos.

A observação foi feita pela deputada da UCID Zilda Oliveira durante a sessão solene comemorativa do 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia, apontando que a democracia coloca nas mãos dos cidadãos a capacidade de reivindicarem o seu espaço na história.

“No entanto, alguns acontecimentos que temos assistido preocupa-nos já que deixam a sensação de estarmos a caminharmos para um certo autoritarismo de fachada democrática, que tenta silenciar os mais ousados”, observou   Zilda Oliveira, advertindo que percurso feito rumo à democracia não foi somente uma mudança do sistema político.

Para a democrata-cristã essa luta está enraizada na coragem dos que ousaram sonhar com um futuro onde a participação cidadã e a governança transparente são pilares
“fundamentais e inegociáveis”.

“Uma democracia plena sedimenta-se numa cultura de tolerância política , na justiça social , no diálogo, no respeito pelas diferenças, na justiça igual   para todos e  respeito nas minorias políticas “, apontou.

Entretanto, lembrou que a UCID, desde Maio 1978, tem desempenhado “um papel crucial” na luta pela liberdade e democracia, destacando-se como “actor persistente” mesmo antes da transição para o regime democrático, em 1991

Para Zilda Oliveira, o partido democrata-cristão tem sido ao longo dessas décadas o testemunho pela resiliência e compromisso com o povo cabo-verdiano e com os valores fundamentais da democracia.

Por outro lado, apontou que os 33 de regime democrático representam uma jornada de muitas conquistas mas que deixam alguns desafios que requerem alguma reflexão, principalmente no tange a promessas a nível de igualdade, liberdade e justiça.

“No entanto, alguns acontecimentos que temos assistido  preocupa-nos, já que deixam a sensação de estarmos a caminharmos para um certo autoritarismo de fachada democrática, que tenta silenciar os mais ousados”, observou   Zilda Oliveira, advertindo  que percurso  feito  rumo  à  democracia não  foi somente uma  mudança do sistema político.

Para a parlamentar democrata cristã essa luta está enraizada na coragem dos que ousaram sonhar com um futuro onde a participação cidadã e a governança transparente são pilares fundamentais e inegociáveis.

“Compreender a verdadeira natureza da liberdade e democracia requer uma análise crítica da Constituição da República, o atropelo às leis   em nome da defesa de um sistema comprometedor enfraquece a democracia. O silenciamento daqueles que criticam o sistema não condiz com princípios democráticos”, observou a deputada da UCID.

O 13 de Janeiro é a data em que, pela primeira vez, em 1991, os cabo-verdianos exerceram o seu direito de voto nas primeiras eleições multipartidárias, após 15 anos em regime de partido único.

As primeiras eleições multipartidárias no arquipélago foram ganhas pelo MpD, partido que regressou ao poder em 2016, após 15 anos na oposição e ao qual a data está mais associada.

Inforpress

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