Boa Vista: Deputado alerta Governo para necessidade de apoiar nas despesas das pessoas resgatadas numa piroga

O deputado do PAICV Walter Évora alertou este sábado, 21, o Governo para apoiar nas despesas, assumir encargos e resolver a situação dos 90 imigrantes clandestinos que deram à costa numa piroga, no farol de Morro Negro, na Boa Vista.

Walter Évora que se encontra de visita a ilha da Boa Vista fez esta declaração a Inforpress após visitar os imigrantes que se encontram há oito dias confinados no Polidesportivo Seixal, após terem sido resgatados pelas autoridades nacionais no farol de Morro Negro, no norte da Boa Vista.

“Estamos preocupados com a situação, uma vez que há oito dias 84 pessoas estão confinadas no Polivalente Seixal, na cidade de Sal Rei, os quais têm necessidades, que estão a ser assumidas pelo município da Boa Vista”, afirmou.

Conforme o deputado eleito nas listas do maior partido da oposição pelo círculo eleitoral da Boa Vista, os valores das despesas diárias aos imigrantes são avultados e não podem continuar a ser assumidas somente pelo município, que tem garantido assistência àqueles que se encontram estáveis.

Segundo o mesmo, em despesas de alimentação com os imigrantes são cerca de 180 mil/dia, sem se contabilizar despesas com produtos de higiene, que são suportadas em parte também mediante a solidariedade de parceiros locais.

“A nossa visita é para constatar e alertar e chamar atenção ao Governo para intervir e apoiar na assistência a estas pessoas que saíram dos países deles e chegaram aqui nestas condições a ilha da Boa Vista”, disse, alertando que se a situação se alastrar nem o município, nem os parceiros locais poderão acudir às pessoas que chegaram na ilha naufragados.

O deputado avançou que entre os imigrantes há dois casos de malária que se encontram hospitalizados, e frisou sobre a necessidade de se agilizar o processo para as pessoas regressarem aos seus países de origem e evitar que a situação se alastre por mais tempo.

Walter Évora precisou ainda que constatou no local que além de uma enfermeira, que se encontra no local a prestar assistência aos náufragos, há um aparato policial para que as pessoas não saiam do local devido a questão de ilegalidade e documentação.

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest

Deixe um comentário

Follow Us