Cabo Verde defende estratégias conjuntas para promover e reforçar economias sustentáveis baseadas nos oceanos

Cabo Verde defendeu, em Lisboa, a necessidade da criação de estratégias conjuntas para promover e reforçar economias sustentáveis baseadas nos oceanos, em especial para os Pequenos Estados em Desenvolvimento e os países menos desenvolvidos.

A ideia foi defendida na terça-feira, 28, pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas e ministro do Mar, Abraão Vicente, quando-co-presidia, com a Noruega, o diálogo interativo “Promover e reforçar as economias sustentáveis baseadas nos oceanos, em especial para os Pequenos Estados em Desenvolvimento e os países menos desenvolvidos”, no âmbito da segunda Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que decorre até sexta-feira, 01 de Julho, em Portugal.

“Ficou definido que é preciso que os países criem estratégicas, o repovoamento de algumas zonas que praticamente têm corais mortos, o repovoamento de espécies que estão em perigo e a sua preservação e o investimento na pesca sustentável, dando instrumentos à pesca artesanal e semi-industrial para fazer o seu trabalho”, apontou.

Segundo o ministro, esse reconhecimento da necessidade de criação de “estratégias coletivas”, mostra que é precisado trabalhar na preservação e que o combate para os oceanos “não se faz apenas num país”.

“Da nossa parte, como Pequeno Estado Insular, a nossa iniciativa é de facto que sejamos financiados e tenhamos uma atenção especial e as estratégias sejam imediatas e concretas por parte das organizações internacionais que lideram a questão dos oceanos”, frisou, acrescentando que destacou também a ideia de que nenhum Estado tem todas as soluções para os desafios que a conservação dos oceanos e a sua exploração sustentável levanta.

Ficou também ciente, conforme o ministro do Mar, que a economia azul é “tão importante como a economia verde”, mas que só será relevante se as comunidades forem envolvidas.

“Não vale a pena criar grandes conceitos se depois as comunidades piscatórias, as peixeiras, as pequenas empresas e os pequenos países costeiros, como é o caso de Cabo Verde, não forem também capacitados, não receberem a transferência do conhecimento e não tiverem financiamentos extras por parte das Nações Unidas e das organizações internacionais”, sublinhou.

Por outro lado, Abraão Vicente referiu que ideia é que após a crise pandémica e a guerra na Ucrânia, seja reconstruída a economia a partir da economia sustentável, através de energia sustentável da economia verde.

Houve uma voz muito forte da União Africana, pedindo a conversão de parte da dívida pública dos países, em créditos para investimentos em energias renováveis e energia verde, a utilização de energias limpas nos portos e a utilização de estratégias para evitar o depósito de mais lixo nos oceanos.

No painel que Cabo-Verde co-presidiu participaram, de entre outros, a presidente da Organização Mundial do Comércio e as sub-secretárias-gerais das Nações Unidas para várias áreas, o que no entender de Abraão Vicente, “demonstra o reconhecimento de Cabo Verde dentro daquilo que são as novas estratégias dos Pequenos Estados Insulares”.

Cabo Verde foi eleito esta segunda-feira, 27, na abertura da sessão da plenária da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, para co-presidir com a Noruega, um dos seis diálogos estratégicos com vista a criar estratégias e soluções para a preservação do oceano.

Inforpress

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