Declaração da Praia apela Estados lusófonos a continuarem a disponibilizar recursos técnicos tecnológicos e financeiros

A Declaração da Praia, saída do 3º encontro do Núcleo Lusófono de Parceria para a Transparência no Acordo de Paris, apela aos Estados a continuarem a disponibilizar recursos técnicos, tecnológicos e financeiros para suportar a agenda de trabalhos.

Realizado pela primeira vez em Cabo Verde, durante quatro dias, o evento, que reuniu representantes de todos os países da CPLP, recomendou também aos Estados que continuem a trabalhar no sentido de reconhecerem a relevância do núcleo lusófono da parceria para a transparência no acordo de Paris no contexto da comunidade.

De acordo com a declaração final, os Estados devem identificar o núcleo enquanto instância de partilha e construção de conhecimento na temática da mudança do clima, bem como promover realizações de atividades que contribuam para o combate às mudanças climáticas e aos seus impactos num contexto de cooperação técnica entre os seus respetivos Estados no âmbito e estrutura de transparência aprimorada.

Consideram que é fundamental a nomeação, por parte Estados membros, de técnicos que integrem as equipas de especialistas internacionais para aumentar a possibilidade de existir, pelo menos, um especialista que fale português na revisão dos relatórios bienais de transparência dos Estados membros, sendo que a participação dessas equipas constitui uma grande oportunidade de aumentar o conhecimento técnico que poderá, posteriormente, ser aplicado internamente.

Por seu turno, o ponto focal para as mudanças climáticas do núcleo lusófono de Cabo Verde, Carlos Moniz, realçou a importância do encontro uma vez que permitiu capacitar técnicos de todos os sectores para uma melhor preparação para cumprir com o compromisso do País junto da convenção-quadro das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas.

“Os Estados membros comprometeram-se em continuar a trabalhar nesse processo de capacitação e levar o esse documento aos nossos governantes para que possam reconhecer o núcleo como órgãos da CPLP e, a partir daí funcionar como deve ser”, referiu.

Thiago Mendes, coordenador do núcleo lusófono realçou que é necessário e urgente promover ações climáticas sendo que o aquecimento global se tornou também numa emergência de desenvolvimento já que existe uma assimetria muito grande entre as nações, o que gera um cenário muito difícil para que tenham o desenvolvimento sustentável e benéfico para os seres humanos.

No seu entender, é necessário e urgente ter soluções integradas para que a crise climática realmente seja debelada, mas a mesma tem de estar associada à questão da crise climática, do combate à pobreza, da promoção de energias renováveis e de uma agricultura sustentável.

O Núcleo Lusófono sobre Transparência no Acordo de Paris foi criado durante a COP 22, em Novembro de 2016, a partir de diálogos realizados com os países pertencentes à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e parceiros internacionais.

A ideia é promover o intercâmbio de experiências entre os países de língua portuguesa e fortalecer as capacidades a fim de cumprir as obrigações de comunicação e transparência incluídas no âmbito da UNFCCC e seu Acordo de Paris.

Inforpress

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