Deputado do MpD pede ao Governo mais transparência nas adjudicações no País

O deputado do Movimento para a Democracia (MpD-situação), Orlando Dias, pediu hoje ao Governo que implemente “mais perceção de transparência” na adjudicação das infraestruturas no País.

“Temos de proibir a adjudicação direta de grandes obras, assim como a concessão de grandes empreendimentos”, afirmou o deputado do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia, que suporta o Governo, acrescentando que o concurso público permite “mais transparência e lisura”.

O parlamentar desafiou o executivo liderado por Ulisses Correia e Silva a revelar quais são as empresas que têm estado na origem da execução das principais obras no País.

Orlando Dias, que intervinha no debate sobre o estado da Nação, disse que tem visitado casas de pessoas onde constatou “problemas com as habitações”.

“Devemos eliminar barracas em Cabo Verde”, afirmou, acrescentando que isto é possível, desde que se poupe em alguma coisa.

Em relação às moradias do Programa Casa para Todos, que ainda não foram atribuídas às pessoas, o deputado entende que deve ser acelerado o processo.

Congratulou-se com as políticas sociais implementadas pelo Governo na anterior legislatura, mas agora exigiu que novas soluções fossem apresentadas, acompanhadas de reformas para que o executivo continue na mesma senda.

Reagindo às declarações do colega de bancada, Luís Carlos Silva fez questão de frisar que “uma das imagens de marca do atual Governo é a transparência”.

“O ajuste direto com este Governo reduziu-se ao mínimo no que diz respeito ao cumprimento da lei”, esclareceu o vice-presidente do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia, para quem o ajuste direto tem sido feito no quadro de emergência, como foi o caso da estrada, na ilha do Fogo, que desmoronou.

Luís Carlos Silva sublinhou ainda que o atual Governo conseguiu “reduzir dramaticamente o preço unitário das obras em Cabo Verde”.

“No passado, fazia-se um quilómetro de asfalto por 400 mil contos, hoje, fazemos 12 quilómetros por 350 mil contos”, revelou o deputado.

Inforpress

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