Dia de África: Desafio do continente insta todos a agirem para serem atores ativos deste processo de transformação – PAICV

O presidente do PAICV disse hoje que o desafio do continente africano insta todos a agirem para serem atores ativos deste processo de transformação e vincar os valores da paz, estabilidade, justiça e da solidariedade.

Em conferência de imprensa, proferida esta manhã, pelo líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição), sobre o Dia de África, celebrado hoje, Rui Semedo realçou que África é um continente grandioso, rico em recursos diversos, naturais, ambientais e com uma biodiversidade singular.

Para o presidente, o dia de hoje constitui uma oportunidade para reflectir sobre a situação política, económica e social do continente, mas também sobre os desafios e as perspectivas que se apresentam aos africanos que anseiam por dias melhores, de um progresso percebido e sentido no quotidiano da vida das pessoas.

“O nosso continente enfrenta ainda alguns problemas graves que se relacionam com a instabilidade, os conflitos, a segurança, o terrorismo, a pirataria marítima, os tráficos, as aventuras das migrações desumanas e suicidas às vezes, a pobreza, a má nutrição, a fome e outros males”, apontou o presidente que considerou que este quadro problemático coloca ainda ao continente uma série de desafios.

Segundo Rui Semedo, neste momento África tem ainda o desafio de lançar as bases para a construção de uma paz duradoura e de uma estabilidade permanente e enraizada, aproveitar as suas capacidades, consolidar, formar e criar empregos jovens, de estabelecer espaços de diálogo genuíno e confiável, de construir consensos e entendimentos, o que implica a construção de uma visão partilhada dentro das fronteiras dos países e entre os países africanos.

Para o PAICV, se todos agirem com sucesso sobre os desafios, serão criadas novas oportunidades, que conduzirão a mais investimento, crescimento, criação de riqueza, melhores níveis de competitividade e a maior satisfação das expectativas e das aspirações dos jovens africanos.

“O nosso continente, a África, precisa claramente de se inspirar nos seus pensamentos, para se redescobrir e encontrar novas formas de agir, para não se situar à margem dos fenómenos e acontecimentos e, muito menos, ser arrastada pelos acontecimentos como um mero instrumento ou como um espectador passivo”, referiu.

Entretanto considerou que este é o momento de revisitar os ideais dos precursores da luta emancipadora do continente, como Kwame Nkrumah, Patrícia Lumumba e Amílcar Cabral, e conquistar a autonomia de pensamento, como propunha Cabral, pensar com as próprias cabeças e construir os caminhos de uma África digna, próspera e unida.

“Para o PAICV, é-nos colocado o desafio de agir para influenciar as transformações e fazer vincar os valores da paz, estabilidade, liberdade, igualdade, justiça, solidariedade, para podermos ter um mundo mais inclusivo e com menos desigualdades, e nesse sentido, uma África que seja mais inclusiva, e com menos desigualdades”, concluiu.

Inforpress

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