Esposa de Policarpo de Carvalho garante que em “nenhum momento” foi agredida pelo companheiro

A esposa de Policarpo de Carvalho, indiciado da prática de crimes de VBG, negou hoje que tenha sido agredida fisicamente pelo marido, durante as férias no estrangeiro, conforme notícia publicada pelo jornal Santiago Magazine.

“Em nenhum momento fui agredida pelo meu marido, mormente durante as nossas férias na Holanda, de 23 de Dezembro a 04 de Janeiro, que correram muito bem“, disse Ester Carvalho, em conferência de imprensa, para esclarecer o caso de crime de VBG, a que o marido é indiciado.

Entretanto, Ester Carvalho admitiu que há um caso de “desentendimento familiar”, que aconteceu no passado, na alçada da justiça para averiguação e que estão à espera do pronunciamento dos tribunais.

“O caso está na justiça para averiguação e, portanto, estamos a aguardar serenamente para uma decisão das situações que ocorreram no passado, não na Holanda”, acrescentou Ester Carvalho, reiterando que em “nenhum momento” foi agredida naquele país.

Instada a esclarecer sobre essas “situações que ocorreram no passado”, precisou que se trata de “divergências em termos de pensamento e ação” e que a levou a “socorrer em outras entidades”.

“Houve uma situação de desentendimento familiar, em que, efetivamente, o processo está nos tribunais para o seu devido pronunciamento, mas nego veementemente que fui agredida durante as férias”, frisou Ester Carvalho, garantindo que nunca foi agredida fisicamente pelo marido.

Segundo uma fonte judicial, Policarpo de Carvalho, que foi presente no sábado, 14, ao tribunal, está indiciado da prática de três crimes de violência baseada no género – agravado.

O Ministério Público terá ordenado a detenção de Policarpo de Carvalho na sequência de uma denúncia feita por familiares e pessoas próximas da esposa.

De acordo com o ‘online’ Santiago Magazine, o presidente da RTC chegou recentemente de uma viagem com a esposa, durante a qual terá agredido a companheira, situação que levou os familiares da esposa a procurarem as autoridades para denunciar Policarpo de Carvalho, que acabaria detido pela Polícia Nacional.

O Ministério Público determinou a proibição de permanência de Policarpo de Carvalho na casa de morada de família, proibição de contacto e aproximação da vítima e apresentação periódicas às autoridades.

No entanto, hoje em conferência de imprensa, Policarpo de Carvalho pediu a demissão do cargo de presidente do conselho de administração da Radiotelevisão Cabo-verdiana (RTC).

“Neste momento estou a apresentar aos cabo-verdianos (…) a demissão da função para a qual fui nomeado, para aguardar a decisão da justiça”, disse Policarpo de Carvalho, frisando que sai da RTC com muito orgulho, “pelo trabalho e pela passagem”.

Inforpress

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