Fogo: Nenhum contrato programa foi assinado depois das autárquicas de 2020 no âmbito do PRRA  – PAICV

A Comissão Política Regional do PAICV refutou hoje as acusações de indícios de desvio de verbas pelas câmaras de São Filipe e Mosteiros, alegando a inexistência de assinatura de contrato-programa após as eleições autárquicas 2020 no âmbito do PRRA.

Em conferência de imprensa dada hoje na cidade de São Filipe para reagir às declarações do presidente do MpD-Fogo e deputado Filipe Santos, acusando as câmaras de São Filipe e dos Mosteiros de desviar verbas do PRRA (Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades), Almeida Louro, membro da Comissão Política Regional do PAICV lembrou que a “mentira nunca pode prevalecer sobre a verdade”.

“As únicas verbas transferidas pelo Governo, no âmbito PRRA, são de contratos da câmara cessante e foi de reposição de valores que tinham sido alavancados junto do banco BAI pela câmara cessante e que tinham que ser repostos pelo Governo porque estavam justificados a 100 por cento (%) com a política de reabilitação da câmara que consistia na distribuição de apoio com cimentos e verguinhas”, referiu Almeida Louro, para quem a edilidade bem que gostaria de ter contratos pós-eleições de 2020.

O membro da CPR do PAICV avançou que é com “alguma tristeza e perplexidade” que registou o posicionamento do sistema MpD no Fogo, desfilando “tiques de ódio e total desrespeito” pelos foguenses e por aqueles que o povo elegeu para gerir os destinos dos municípios, adiantando que Filipe Santos, “o ponta de lance habitual de serviço”, marcou um autogolo ao não se inibir em mostrar a sua ira e mágoa contra os ganhos dos municípios de São Filipe e Mosteiros, liderados por autarcas do PAICV.

“Estamos habituados às inverdades deste deputado e desafiamo-lo a apresentar provas de que o Governo assinou (…) algum contrato nos valores que refere e para onde foram transferidos”, referiu Almeida Louro, lembrando que Filipe Santos nas suas visitas ao círculo sequer visita as câmaras afectas ao PAICV para se inteirar dos projetos, preferindo a via da “especulação e tentativa de difamação”.

No dizer do membro da CPR do PAICV, a verdade é que os dois municípios registam uma dinâmica imparável de materialização das promessas e tal facto cria e tem criado problemas psicológicos ao sistema MpD que “utiliza mentiras, suspeições infundadas e tentativa de descredibilização de pessoas honestas e trabalhadoras com o objetivo de obter alguma vantagem política”.

Para o PAICV, se o dirigente do MpD e deputado Filipe Santos quisesse falar em ilegalidade e transparência deveria explicar o paradeiro de milhares de contos retirados pela câmara cessante da conta do projecto da ONG para construção da escola Jardim/Batente e Italiano, assim como os cerca de 150 mil contos que a mesma câmara emprestou para as obras do Estádio 5 Julho, matadouro, placa e centro multiuso de Beltches.

Igualmente pediu ao deputado para explicar onde e para e porque não se fez a transferência das verbas dos fundos em mais de 30 mil contos à câmara dos Mosteiros decorrentes dos contratos assinados no período 2016/20.

Na sua reação, o PAICV pediu ao deputado explicação pela ausência de dinâmica da câmara de Santa Catarina do Fogo, a afirmação do ex-diretor de gabinete do presidente da câmara de Santa Catariana sobre a falta de transparência nas informações prestadas e os gastos de cerca de 10 mil contos numa pequena rua ou do destino do dinheiro transferido pela FICASE para pagamento de transporte escolar.

A CPR do PAICV Fogo exorta o deputado Filipe Santos a exercer o seu papel de deputado e exigir do Governo o cumprimento das suas promessas eleitorais para com a ilha do Fogo, acrescentando que as câmaras de São Filipe e Mosteiros estão disponíveis para eventuais inspeções.

Inforpress

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