Fogo: Prestigiar São Filipe é prestigiar os valores mais fundantes da Nação, diz Nuías Silva 

O presidente da câmara de São Filipe, Nuías Silva, considerou terça-feira, 18, que “prestigiar São Filipe é prestigiar os valores mais fundantes da nação cabo-verdiana”.

O autarca fez esta referência no acto da apresentação pública da programação comemorativa do centenário da elevação de São Filipe a categoria de cidade, que se assinala a 12 de Julho, na presença do Presidente da República, José Maria Neves, este que é o presidente de honra das comemorações.

“Esta cidade centenária com o seu alto patrocínio institucional e pelo rastro histórico que debita a Cabo Verde, se anima a cogitar a possibilidade de candidatura a Património Mundial da Humanidade, como aconteceu com Cidade Velha”, referiu no seu discurso.

Nuías Silva sublinhou que na cidade de São Filipe, assim como na Cidade Velha, “encerram-se páginas que evocam não apenas a história da ilha do Fogo, mas também a história de Cabo Verde”, observando que poucos espaços em todo o arquipélago, estarão tão ligados ao nascimento do mundo cabo-verdiano como as duas urbes e que são tão complementares na construção da nação cabo-verdiana.

No centenário da cidade, que se estende ao longo dos 12 meses, figuras de diferentes quadrantes, da política à cultura, passando pela administração e as figuras que ajudaram a engrandecer São Filipe ao longo dos anos serão referenciadas.

“A promoção cultural e a defesa do património, com as suas personalidades históricas, sítios e monumentos são de importância estratégica e simbólica para o futuro da cidade e compõem o timbre do programa comemorativo”, declarou Nuías Silva, para quem a exaltação do passado da cidade move a todos um sentido de legado como “húmus e factor decisivos” de um “melhor devir” para São Filipe.

Para Nuías Silva, o centenário será aproveitado para debater São Filipe em eventos com especialistas e em aspectos de especialidade, dando relevância à ancestralidade e modernidade, tradição e inovação, sublinhando que é tempo de reflectir e debater sobre economia local, ensino superior, emprego, cidadania, mobilidade e cultura.

“Este município tem potencial a um dos principais pólos turísticos de Cabo Verde, e aquilo que há uns anos poderia julgar-se uma utopia, torna-se hoje uma evidência que se pronuncia no seu conjunto arquitectónico, nas suas casas/museus, nas praças, fortificações, manifestações populares e religiosas e na vida artística vibrante”, avançou Nuías Silva, lembrando que a cidade “não é só os sobrados, mas as bandeiras e arraias”.

Para alavancar e desenvolver o turismo, o município precisa de infra-estruturas de qualidade e de fixar na região o ensino superior e profissional, promover os seus produtos, as festas populares, entre outras.

Este defendeu a criação da Casa Djarfogo para a promoção internacional dos produtos da ilha e para atrair investimento integrado intermunicipal, de modo a disputar por um desenvolvimento “exigente, sustentável, próspero e de alto valor acrescentado”.

Na ocasião, o autarca anunciou ainda a criação do Prémio Literário Pedro Monteiro Cardoso, na vertente do crioulo da ilha do Fogo, que será apresentado em pormenor no dia 20 de Janeiro, assim como do Prémio Literário Henrique Teixeira de Sousa, que será apresentado a 12 de Julho, dia da cidade.

Inforpress

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