Francisco Carvalho considera pedido do IPC para embargo da obra no Platô uma reação fora de tempo

O presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, afirmou hoje que o pedido do Instituto do Património Cultural (IPC) para o embargo do edifício da loja Bodona no Platô, foi uma reação fora de tempo.

Instado a comentar a polémica à volta dessas obras, Francisco Carvalho adiantou que a edilidade está a reunir todos os elementos para um esclarecimento à opinião pública, mas foi dizendo que todo a “celeuma” criada à volta deste edifício tem um propósito e está a ser protagonizada por pessoas que ainda não aceitaram os resultados das eleições.

“Mesmo as reações fora de tempo… porque vir falar agora da questão da preservação do platô nesta altura depois de termos assistido ao longo dos últimos anos a delapidação profunda, à descaracterização profunda, ao silêncio quase que absoluto das autoridades é um indicador de muita coisa”, disse.

Francisco Carvalho questionou porque é que o IPC apresentou uma fotografia do ano em que a casa era de apenas um piso e não disse de que ano era a fotografia.

“Portanto nós consideramos que é uma tentativa de afronta, mas nós estamos a contar com isso ao longo de todo o mandato porque até ao último dia deste mandato vamos continuar a ter várias instituições, e várias entidades, várias pessoas individuais a recusarem determinantemente os resultados que saíram das urnas”, disse.

Questionado se a câmara não vai responder favoravelmente ao pedido do IPC, Francisco Carvalho indicou que a autarquia vai analisar o pedido e só depois pronunciar-se.

No entanto, questiona se o pedido de embargo é apenas sobre prédio da loja Bodona ou se é em relação a todos os edifícios em construção no Platô.

“Se estamos perante uma situação de um peso duas medidas ou se estamos perante uma situação de tratamento em pé de igualdade em relação a várias iniciativas”, frisou.

O IPC pediu esta sexta-feira, junto da Câmara Municipal da Praia, o embargo das obras do edifício onde funciona a loja Bodona, no centro Histórico do Platô, alegando que as intervenções que estão a ser realizadas no referido edifício não cumprem com as diretrizes do restauro de edifícios situados em centros classificados como históricos estipulados por lei.

A instituição do Estado de Cabo Verde responsável pela política de gestão do legado patrimonial cultural nacional adianta que o Centro Histórico da Praia foi classificado como Património Histórico Cultural Nacional através da Resolução nº 67/2013, de 17 de Maio, estando o Centro Histórico da Praia na Lista Indicativa (desde 2004).

Referir que o edifício, que era uma casa de um único piso e com telhado, foi remodelado há alguns anos, tendo sido transformado num prédio de três pisos, e neste momento encontra-se em obras com a colocação de três novos pisos.

O mesmo fica atrás da ex-reitoria da Universidade de Cabo Verde, atual Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública, tem gerado alguma polémica nas redes sociais devido à derrocada de parte da parte traseira, com muitas pessoas a considerarem que há ali um perigo iminente.

Inforpress

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