Gestora do programa GFC destaca papel essencial dos profissionais da CS na disseminação de informação sobre as mudanças climáticas

A gestora do Green Climate Fund (GCF) Readiness Programme destacou hoje o papel “essencial” que os profissionais da Comunicação Social desempenham na disseminação de informações e conteúdos que contribuem para a mitigação dos efeitos das ações climáticas.

Djalita Fialho fez estas afirmações em declarações à Inforpress, à margem de uma ação de formação em Comunicação sobre Mudanças Climáticas realizada esta terça-feira, na cidade da Praia, tendo explicado que esta iniciativa visa capacitar profissionais da área da comunicação com uma compreensão abrangente das alterações climáticas e melhorar a sua capacidade de comunicação nesta matéria.

“Esta é uma das etapas porque o projecto engloba várias actividades, entre elas, vários workshops de contacto com várias partes interessadas e uma dessas partes interessadas é precisamente os profissionais ligados à área da comunicação para que possam perceber melhor quais são os fundamentos das mudanças climáticas e, a partir desse entendimento, conseguirem comunicar de forma mais eficaz com diferentes públicos-alvo sobre a relevância dessa questão”.

Salientou que a referida ação tem um cunho bastante prático, ou seja, durante o dia serão abordados os fundamentos das mudanças climáticas para que as pessoas possam estar melhor inteiradas sobre os conceitos e as consequências e os fundamentos da realidade das mudanças climáticas.

Djalita Fialho destacou a importância da comunicação no engajamento das comunidades e a necessidade dos profissionais da comunicação serem confrontados com essas questões ligadas ao clima e como é que eles poderão, no exercício das suas funções, melhor comunicar o que são questões ligadas às mudanças climáticas.

“A comunicação é essencial, desde logo, porque tem também um papel de disseminação de informação, mas também de educação das pessoas, portanto quanto mais informados os profissionais da comunicação estiverem melhor essa mensagem irá passar e estaremos melhor preparados para nos adaptarmos e para ajudarmos enquanto sociedade civil a mitigar as consequências das mudanças climáticas”, declarou.

Reconheceu, por outro lado, os desafios que se prendem com a realidade geográfica do País e como é que esta realidade insular coloca o arquipélago numa situação menos privilegiada no que diz respeito às consequências das mudanças climáticas.

“Não somos os principais que mais contribuímos para o aquecimento global e para as suas consequências, mas somos os que, possivelmente, mais sofremos com essas consequências”, realçou.

“Portanto, é importante estarmos preparados e informados sobre todas essas questões precisamente para podermos enfrentá-las de forma mais eficaz e para termos melhor qualidade de vida num mundo em que o aquecimento global e as mudanças climáticas são uma realidade.  É algo a que já não podemos escapar”, disse lamentando, por outro lado, o número reduzido dos profissionais da comunicação social participantes nessa ação de capacitação.

Inforpress

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