Governante realça papel da OMCV na implementação do conceito ecossistema e promoção da igualdade de género

A secretária de Estado do Fomento Empresarial considerou esta sexta-feira, 09, “relevante” o papel que a OMCV implementou no conceito do ecossistema para promover a igualdade de género e contribuir para libertar as mulheres do ciclo da pobreza.

Adalgisa Vaz, que presidia a abertura da sétima Assembleia Geral da Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV), que decorre hoje e sábado na Assembleia Nacional, realçou ainda que o Governo está ciente de que a igualdade de género e a inclusão financeira são instrumentos essenciais para se cumprir com os ODS.

Neste âmbito, afirmou que no cumprimento desta legislação o executivo cabo-verdiano conta com um programa de apoio a diversas iniciativas das ONG que promovam maior participação das mulheres na economia e que contribua para o seu empoderamento económico.

“A OMCV, ao garantir a inclusão financeira com ofertas de serviços financeiros descentralizados para integrar mulheres, em todos os concelhos do país, tem contribuído para a eliminação da pobreza extrema e a redução da pobreza absoluta”, disse, lembrando que a organização, ao longo da sua existência, sempre se manteve “sólida e resiliente” em busca de melhorias de vida e de participação das mulheres na sociedade cabo-verdiana.

Nesta luta, segundo disse, a OMCV ofereceu sempre uma gama de serviços de cariz económico e social, disponibilizando serviços de advocacia, formação e informação nas diversas áreas de atividades, saúde e família, educação pré-escolar, mediação e apoio jurídico, educação financeira, microcrédito e empreendedorismo, entre outros.

Adalgisa Vaz, que apontou as microfinanças como veículo importante para as mudanças sociais e de inclusão financeira, lembrou que o Governo aprovou uma linha de crédito no montante de 250 mil contos com garantia do Estado em 60% e está a implementar programas de refinanciamento com sustentabilidade para instituições de microfinanças como incentivo para alavancar o capital disponível para as operações de crédito para os microempresários.

A governante apontou ainda outras medidas em vigor, nomeadamente, a operacionalização do cadastro de crédito do Banco de Cabo Verde.

“Apelamos a nova equipa a reforçar esforços para cumprimento das obrigações respeitantes às regras de supervisão definidas pelo Banco de Cabo Verde na sequência das reformas legais e a formalização em 2019 das instituições de microfinanças”, disse.

Na hora da despedida, Idalina Freire fez um balanço positivo da causa pelo qual serviu durante 15 anos e agradeceu a todos quantos trabalharam ao seu lado, assim como os parceiros, realçando neste caso as embaixadas de Portugal, dos Estados Unidos e do Luxemburgo.

“Encerro a minha missão de presidir a OMCV, mas continuo aqui e assumo o compromisso em apoiar a nova equipa que vai gerir o destino da OMCV 2022/2026”, disse, augurando sucessos e lembrando a equipa a tomar posse a ter sempre em conta a prestação de contas e compromissos assumidos aquando da posse.

A OMCV, durante o seu mandato de 15 anos, segundo Idalina Freire, conseguiu mobilizar fundos para responder a vários projetos e pôr em funcionamento o de turismo rural nas ilhas do Fogo, Santiago e Santo Antão.

Concluindo, afirmou que a organização “está bem de saúde” e apelou aos que vão assumir a nova direcção a dar continuidade aos programas existentes e a saber negociar e mobilizar recursos para as causas da OMCV.

A VII Assembleia Geral da OMCV dará continuidade sábado nos Paços do Concelho da Câmara Municipal da Praia, tendo como ordem do dia a apresentação e aprovação dos relatórios de atividades e contas dos últimos quatro anos 2018/2022 e a renovação dos Órgãos Sociais da Organização.

Participam nesta assembleia geral 60 delegadas vindas de todos os municípios do país.

Inforpress

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