Governo estimula cabo-verdianos a optarem por veículos elétricos e painéis fotovoltaicos 

O ministro Alexandre Monteiro reforçou hoje o apelo aos cabo-verdianos para, nas novas aquisições, optarem por veículos elétricos, “vantajosos no plano ambiental e do ponto de visto económico”, e, na medida do possível, o investimento em painéis fotovoltaicos.

O titular do Ministério da Indústria, Comércio e Energia falava, no Mindelo, no ato de assinatura de um memorando entre o Centro de Energias Renováveis e Eficiência Energética (CERMI), a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O memorando enquadra-se no âmbito do projeto de mobilidade elética em Cabo Verde, nas componentes de formação e capacitação de profissionais para o mercado da mobilidade elétrica.

Na ocasião, Alexandre Monteiro prometeu “empenhamento” do Governo para a implementação dos protocolos hoje rubricados, os quais, prosseguiu, representam “mais um passo importante” na preparação do futuro, que se deseja, prognosticou, com mais veículos elétricos a circular no País, progressivamente, com maior expressão na frota de veículos nacionais.

“O memorando é também uma peça importante na confiança das pessoas na aquisição de veículos elétricos, pois sabem que podem adquirir veículos e ter capacidade nacional para assegurar a sua manutenção”, congratulou-se o governante, para quem a transição energética consegue-se também com a participação e engajamento dos consumidores.

Na ocasião, o ministro referiu que Cabo Verde e o mundo têm enfrentado “situações difíceis”, com o sector de energia no “olho do furacão” por diversos fatores, mas que o País adotou medidas emergenciais “sem perder o foco” para continuar “ativo” na implementação de medidas estruturantes de transição energética, permitindo também oferecer ao País alternativas estruturantes para fazer face aos diversos impactos da crise energética.

O Governo tem um caminho traçado e com um destino “muito bem definido”, concretizou Alexandre Monteiro, já que, como referiu, “bem cedo” definiu como meta chegar a 2030 com mais de 50 por cento (%) de eletricidade produzida a partir de fontes renováveis, como o vento e o sol, e chega a 2050 com o parque atual de veículos térmicos com substituição integral por veículos elétricos.

“A mobilidade elétrica no País já é uma realidade e o Governo está a criar condições para progressivamente o País ter mais peso de veículos elétricos na frota nacional a circular em Cabo Verde”, reiterou o ministro da Indústria, Comércio e Energia.

A decisão da introdução da mobilidade elétrica em Cabo Verde foi tomada em 2018 e o pontapé de saída ocorreu em 2019, com a aprovação da Carta de Política.

Na sequência foi aprovado um plano operacional da introdução da mobilidade elétrica e desencadeada a mobilização de recursos para a sua implementação.

O ato de assinatura do memorando tripartido foi presenciado, entre outras autoridades locais e nacionais, pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

Inforpress

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