Governo quer empoderar as ilhas conforme seu maior potencial e promover o desenvolvimento

A ministra de Estado e da Coesão Territorial, Janine Lélis, manifestou hoje, na ilha do Sal, que o Governo quer empoderar as ilhas de acordo com aquilo que é o seu maior potencial, e promover o desenvolvimento regional.

Janine Lélis manifestou essa intenção na cerimónia de abertura do workshop para a validação do Perfil de Especialização Económica das Ilhas, a que presidiu, devendo decorrer durante dois dias, 28 e 29, num dos hotéis de Santa Maria.

O seminário acontece no quadro da preparação do novo Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS II) e da concepção da Política Nacional de Coesão Territorial.

Na sua intervenção, a governante destacou o facto de se ter completado uma etapa “muito importante”, que é o esboço, conforme sublinhou, do perfil económico das ilhas, permitindo “condições indispensáveis” para a definição da estratégia nacional de desenvolvimento regional.

Janine Lélis explicou que a estratégia de desenvolvimento regional, introduz um novo modelo de governança, que se quer implementar, enquadrado neste exercício do PEDS, para empoderar as ilhas para que cada uma delas possa ter “um peso significativo”, naquilo que é o processo de desenvolvimento económico de Cabo Verde.

“Trabalhar o perfil económico das ilhas é vir fazer um exercício, a partir do qual se pode fazer uma melhor caracterização de cada uma das ilhas, considerando aquilo que é a realidade histórica das ilhas, os seus recursos, potencialidades, orografia, para que se possa perspectivar cada uma delas de acordo com aquilo que é o seu maior potencial”, esclareceu a governante.

Asseverou, por outro lado, que o que se quer é uma convergência de todos, em termos de satisfação de qualidade de vida de todas as ilhas, estando o Governo, nesta perspectiva, a trabalhar essa política, que “facilitará” o processo de decisão, em especial na distribuição de recursos com o propósito de reduzir as disparidades entre as ilhas.

“Este exercício, que hoje aqui se faz, é determinante, porque nos dá também a conhecer o sector de escape a accionar, quando em momentos de crise conjuntural, e criar mecanismos alternativos que possam, efectivamente, promover aquilo que é o desenvolvimento”, enfatizou.

“Isso exige uma articulação muito consolidada e forte de maneira que as ilhas e os municípios, avancem contribuindo, e não obstaculizando o progresso do País. Será possível conjugar os objectivos da melhoria da competitividade com os da cooperação inter ilhas e intermunicipais”, concluiu.

Por sua vez, o chefe do Escritório Conjunto do PNUD, UNFPA e UNICEF, Stefan Ursino, chamou a atenção pela importância dos governos locais criarem espaços para maior participação dos cidadãos e para o controle social, que permita a identificação de populações de extrema pobreza e de vulnerabilidade, melhor compreensão do impacto da degradação ambiental e mudanças climáticas, entre outros segmentos.

“O desenvolvimento que se pretende mais equilibrado de Cabo Verde requer que a organização do Estado e as políticas públicas sejam facilitadoras do desabrochar das potencialidades existentes em cada recanto de cada uma das ilhas, garantindo assim, a todos os cidadãos, onde quer que residam, oportunidades”, sublinhou Stefan Ursino.

Participam neste workshop vereadores e representantes de diferentes municípios do País, organizações não governamentais (ONG), instituições e forças vivas locais.

Inforpress

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