Governo quer implementar “projectos estruturantes” para dar resposta à questão da paralisia cerebral

A secretária de Estado da Inclusão Social disse hoje que o Governo quer implementar “projectos estruturantes” em todos os concelhos para dar resposta à questão da paralisia cerebral, assunto objecto de uma mesa redonda na Cidade da Praia.

Lídia Lima falava à imprensa à margem da mesa redonda, com a participação da Secretária de Estado da Inclusão Social e vários parceiros sociais, que visa criar um “projecto estruturante” para as crianças com paralisia cerebral.

O objectivo do evento de hoje foi debater com os parceiros sociais e institucionais que lidam com o tema paralisia cerebral para uma melhor resposta a nível de Santiago Sul, apoiando crianças que têm esse tipo de deficiência e suas famílias.

“O tipo de projecto será objecto de uma reflexão aqui juntamente com os parceiros que têm tido alguma intervenção nesta área, nomeadamente algumas associações locais. Temos aqui Associação Colmeia, Associação Acarinhar, as câmaras municipais de Santiago Sul e temos a Direcção Nacional de Educação”, explicou a governante, completando que foi também convidado para estar presente a Direcção Nacional da Saúde.

Lídia Lima avançou que, para já, se pretende implementar projectos que possam dar uma “melhor resposta” à área de paralisia cerebral na zona de Santiago Sul, mas que o objectivo é atingir todos os concelhos do País que tenham já identificado esta necessidade e que precisam implementar “projectos estruturantes”.

“Nós não vamos impor nenhum modelo de projecto, tem de ser um assunto reflectido entre os parceiros porque é um tipo de projecto que só poderá ter sucesso se houver um envolvimento efectivo de todos os parceiros porque futuramente o seu próprio funcionamento dependerá de forte engajamento dos parceiros dessa área, da educação, da saúde, as associações e da própria sociedade civil”, explicou.

Portanto, acrescentou Lídia Lima, já há algumas iniciativas dessa natureza com “projectos estruturantes” para darem respostas às famílias que têm crianças com paralisia cerebral, tendo a primeira iniciativa surgido em São Vicente, com a criação do projecto Centro de Acolhimento Crianças com Paralisia Cerebral pela Câmara Municipal, em 2015.

A governante disse ainda que vai apresentar propostas em que seja o Governo a apoiar a iniciativa, mas também outras em que as câmaras municipais possam sempre estar a coordenar.

“O objectivo desses projectos estruturantes é realmente proporcionar momentos felizes a essas crianças que sofrem de paralisia cerebral momentos de convívio, reabilitação e aprendizagem, mas também de libertar as suas mães para o mercado de trabalho, para que elas possam, efectivamente, melhorar a sua situação de vida”, sintetizou.

 

Inforpress

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