Governo reafirma a vontade de ter a ilha da Brava na sua agenda nacional

O Governo reafirmou esta quinta-feira, 23, a vontade em ter a ilha Brava na sua agenda e como prioridade nacional, não só na questão do isolamento, mas também em relação à problemática da água.

Este compromisso foi reafirmado pelo ministro das Comunidades, Jorge Santos, no ato de abertura da Feira da Agropecuária, Pesca e Ambiente (FAPA 2022), organizada pelo Ministério da Agricultura e Ambiente, através da sua delegação na ilha.

Segundo este governante, a “Brava é uma ilha especial porque possui uma população especial, uma ilha de tantas personalidades e potencialidades”, realçando que muitas vezes se diz que não é toda a hora que se lembra da Brava.

Neste sentido, garantiu que a sua presença na ilha é uma forma do Governo reafirmar a sua vontade em ter Brava na agenda nacional, ter a Brava como prioridade nacional, não só na questão do isolamento que tem sido vítima ao longo dos anos, mas em relação a problemática da água que a ilha vive.

Segundo o ministro, o Governo e o país não estão a trabalhar sozinhos, mas sim possuem “amigos” que se solidarizam com os problemas do país, exemplificando com a cooperação Luxemburguesa que ficou sensibilizada com a problemática da água na ilha e está a trabalhar para solucioná-la, entre outras organizações e investimentos, demonstrando assim a “preocupação” que o Governo tem com a ilha e na procura de meios para tê-la na sua agenda.

Quanto à feira em si, Jorge Santos felicitou a organização da FAPA pela exposição das riquezas da ilha que estavam representadas em quase todas as áreas de produção na ilha e também aos expositores pela “ousadia” em lutar e participar nesta feira mesmo estando a passar por momentos difíceis no país.

Também, elogiou o Projeto Vitó presente nesta feira, pelo papel que desempenha a nível nacional, ressaltando que o mesmo pesquisa o valor da biologia, da silvicultura e de toda a realidade ambiental do país e das espécies, um trabalho que segundo o mesmo o Governo reconhece com “apreço”.

Por seu turno, Estêvão Delgado, delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente na ilha explicou o logotipo da FAPA, destacando que a Brava se encontra na roda da economia verde e economia azul que são “o futuro e que têm de ser garantidas pelas futuras gerações para que haja prosperidade, harmonia e paz social”.

Segundo a mesma fonte, este evento não vai mascarar as dificuldades pelas quais estão a passar o país neste momento, realçando que todos sabem disso, inclusive o Governo que já declarou a situação de emergência económica e social no país, mas esta feira possui um sabor de “resiliência”, mostrando a capacidade das pessoas, mesmo sabendo da seca severa que tem enfrentado nos últimos anos, de ainda manter a produção agrícola.

Francisco Tavares, presidente da Câmara Municipal da Brava, salientou, por sua vez, que depois de dois anos de “tristeza” por não se ter festejado o dia do município e do santo padroeiro com todas as etapas que a compõem tradicionalmente, hoje foi possível fazer a abertura da FAPA, enfatizando que juntos é possível levar a Brava “mais além”.

“Basta ver aqui pessoas que depois de muita seca, depois de muitas dificuldades não desistam e persistem em criar a marca “Djabraba” que está a ganhar cada vez mais fama fora da ilha e do país”, considerou o autarca, destacando que esta “fama” possui o contributo do povo bravense.

Pois, explicou ainda que o Governo e a câmara municipal têm a função de facilitar, mas quem faz ou trabalha no desenvolvimento são os próprios cidadãos com os seus trabalhos e o comportamento cívico.

Esta feira estava agendada para os dias 21,22 e 23 de Junho, mas foi adiada para hoje devido à queda de chuvas nos outros dias.

A mesma conta com 35 expositores, sendo 14 pecuaristas e 21 de outras áreas, onde se incluem duas organizações não governamentais.

Inforpress

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