Governo rubrica contrato com APP para implementação de centrais solares fotovoltaicos e aquisição de energia

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, reiterou terça-feira, 29, no Sal, o desejo do Governo atingir mais de 50% de penetração de energia renovável até 2030, e rubrica contrato com a empresa Águas de Ponta Preta para o efeito.

A assinatura dos contratos de implementação de duas centrais solares fotovoltaicos e aquisição de energia de 5MW nas ilhas de São Vicente e Sal, com a empresa Águas de Ponta Preta, foi testemunhada pelo primeiro-ministro, acompanhado também do ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, durante ato que teve lugar nos Paços do Concelho.

“Estamos a realizar a aceleração da transição energética”, comentou Ulisses Correia e Silva, apreciando a dedicação da empresa Águas de Ponta Preta (APP), que, conforme sublinhou, tem sido um “grande parceiro” nesta empreitada que o País tem estado a desenvolver.

“Para podermos, de facto, nos prazos estabelecidos, e eventualmente antecipar, atingir mais de 50 por cento (%) de energias renováveis com penetração em termos de produção e distribuição, para podermos substituir a nossa dependência dos combustíveis fósseis”, exteriorizou o chefe do Governo.

Ulisses Correia e Silva, que almeja atingir mais de 50% de penetração de energia renovável até 2030, disse estar convencido que com estes investimentos Cabo Verde estará em condições, “seguramente” de antes de 2030 atingir os 50 %, ciente, porém, que a aceleração depende da capacidade de investimentos quer públicos quer privados.

“Essa é a nossa meta. Adotamos aqui um modelo, que de facto, cria muitas sinergias… precisamos de investimento público, mas precisamos de muito investimento privado”, admitiu, enunciando um quadro atrativo a nível de incentivos fiscais e financeiros, um sistema de financiamento externo nesta área “muito favorável”, entre outras condições.

Para Ulisses Correia e Silva, é tempo de acelerar este processo, já que os ganhos, conforme acentuou, são evidentes a nível económico, da balança de pagamentos, da fatura energética, e a nível de um conjunto de outros fatores que representam também ganhos.

Apontando que o Governo está a desenvolver competências nesta área, e a diversos níveis, destacou a presença de mulheres neste projeto que, conforme salientou “é muito bom”.

“Estamos a desenvolver competências nesta área, e a diversos níveis, inclusive a nível da qualificação profissional para posicionar Cabo Verde como um País de facto de vanguarda nas energias renováveis… temos sol, vento e mar, então temos tudo para transformar aquilo que Deus nos deu em energia, e temos todas as condições de o fazer”, enfatizou.

O Governo estabeleceu no Plano Diretor do sector Elétrico (PDSE), 2018-2040, a meta para alcançar pelo menos 50% de penetração de energia renovável até 2030.

A legislação vigente estabelece as disposições relativas à promoção, ao incentivo, ao acesso, licenciamento e exploração, inerentes ao exercício da atividade de produção independente de energias renováveis, por meio de concurso.

Inforpress

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