Guerra na Ucrânia: Dom Arlindo Furtado tem acompanhado situação com muita “preocupação e tristeza”

O cardeal Dom Arlindo Furtado manifestou hoje a sua “preocupação”, “dor” e “tristeza” com a guerra na Ucrânia e disse esperar que se encontre outra solução “rápida” para reduzir ao mínimo o sofrimento do povo ucraniano.

Dom Arlindo Furtado que falava à Inforpress, antes de dar início à eucaristia de quarta-feira de cinzas, início do período da quaresma, considerou a invasão da Rússia à Ucrânia de “absurdo” e “inadmissível” uma vez que tem causado angústia e sofrimento a muitas crianças, mulheres e idosos.

“Nos tempos de hoje, depois da experiência das ‘terríveis’ guerras mundiais, como é possível hoje uma pessoa inteligente, nesse caso Vladimir Putin que tem meios para contribuir para um mundo melhor canalizar forças para uma guerra deste tipo”, sublinhou afirmando que existem outros meios de diálogo e de diplomacia para regularizar situações que não estão bem.

Para o bispo da Diocese de Santiago, neste momento todos devem rezar e pedir a Deus que toque o coração e ilumine a mente dessas pessoas no sentido de verem que é uma guerra desnecessária para mudarem de estratégias e procurar outras soluções para eventuais problemas políticos e outros que possam existir.

“A guerra não revolve nada só complicada. É com muita preocupação, com muita dor e tristeza que tenho acompanhado a situação, porque quando vemos os outros a sofrerem deste jeito e de uma forma inocente não podemos ficar indiferente”, disse o cardeal.

Na ocasião considerou também que os cabo-verdianos devem sair às ruas em manifestações pacificas em solidariedade ao povo ucraniano e em prol da paz.

A Rússia lançou na quinta-feira passada uma ofensiva militar contra a Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocou a morte de centenas de civis, incluindo crianças, segundo Kiev.

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a “operação militar especial” na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e mais de 660 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

Inforpress

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