Índia quer ser o motor de crescimento do mundo

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, afirmou hoje que a Índia será o motor de crescimento da economia mundial, antecipando uma economia na ordem dos 4,5 biliões de euros.

“Apesar da volatilidade na economia mundial, a Índia é a economia que mais cresce. A Índia converteu crises e dificuldades em oportunidades”, disse Modi numa intervenção na 15.ª cimeira dos BRICS que decorre em Joanesburgo, África do Sul.

Modi salientou que há mudanças rápidas a acontecer nas infraestruturas ferroviária, rodoviárias e aérea no seu país, apontando que o número de aeroportos “duplicou” nos últimos nove anos.

Sobre a economia verde, Modi disse que “a Índia está entre os líderes mundiais na área das energias renováveis.

É natural que a Índia se torne um enorme mercado para as energias renováveis”, frisou.

“A Índia será o motor de crescimento do mundo. É porque a Índia transformou a calamidade e os tempos difíceis em reformas económicas”, declarou.

O líder indiano recordou que, em 2009, quando foi realizada a primeira cimeira do grupo BRICS [na Rússia], o mundo estava a sair de uma grande crise económica.

“Naquela altura, o BRICS emergiu como um raio de esperança para a economia mundial”, disse o primeiro-ministro Modi aos líderes do Fórum Empresarial dos BRICS na capital económica da África do Sul.

“Hoje, a Índia é a grande economia que mais cresce no mundo. Em breve, a Índia será uma economia de 5 triliões de dólares (4,5 biliões de euros)”, vincou.

Cerca de 1.500 delegados participaram hoje no Fórum Empresarial dos BRICS, organizado pelo Conselho Empresarial do bloco, segundo um porta-voz do governo sul-africano à Lusa.

Os países BRICS representam mais de 42% da população mundial e 30% do território do planeta, além de 23% do produto interno bruto (PIB) e 18% do comércio global, sendo os maiores parceiros comerciais de África, segundo o governo sul-africano.

Pretória convidou mais de 60 líderes do Sul Global para o evento, que decorre em Sandton, no norte de Joanesburgo.

Inforpress/Lusa

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