Jacinda Ardern deixa cargo de primeira-ministra da Nova Zelândia

O Partido Trabalhista da Nova Zelândia, de Jacinda Ardern, elege no domingo, 22, um novo líder acontecerá que assumirá o cargo de primeiro-ministro até as próximas eleições legislativas a 14 de Outubro

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou nas primeiras horas desta quinta-feira, 19, (horal locais) que vai demitir-se do cargo para permitir que outros possam fazer um melhor trabalho ainda.

“Neste verão, eu esperava encontrar uma forma de me preparar não apenas para mais um ano, mas para outro semestre – porque é isso que este ano exige. Não consegui fazer isso”, disse Ardern, que, segurando as lágrimas, afirmou, numa expressão típica que “não tinha mais no tanque” para continuar a liderar o Governo.

Ela reconheceu que foram cinco anos e meio difíceis como primeira-ministra, que é apenas um ser humano e precisa de se afastar.

“Os políticos são humanos. Damos tudo o que podemos, pelo tempo que pudermos, e então é hora. E para mim, é hora”, sublinhou a primeira-ministra

O Partido Trabalhista da Nova Zelândia, de Jacinda Ardern, elege no domingo, 22, um novo líder que assumirá o cargo de primeiro-ministro até as próximas eleições legislativas a 14 de Outubro.

Ardern disse acreditar que os trabalhistas vencerão as próximas eleições, mas, embora tenha uma boa taxa de aprovação popular, analistas políticos questionem se seria reeleita, caso concorresse.

O vice-primeiro-ministro da Nova Zelândia, Grant Robertson, que também é ministro das Finanças, disse em comunicado que não vai concorrer à liderança do partido.

Eleita em 2017, aos 37 anos, ela se tornou a chefe de Governo mais jovem do mundo.

Ardern dirigiu o país durante a pandemia da Covid-19 e a recessão subsequente, o tiroteio na mesquita de Christchurch e a erupção de um vulcão na Ilha Branca.

Agora, ela disse ter dito à filha Neve que estava ansiosa para estar em casa quando começasse a escola este ano e afirmou que é hora de casar com o seu companheiro de vários anos, Clarke Gayford.

C/Reuters

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