Ministra: INCV vai ter novo edifício construído de raiz para se tornar numa “gráfica referência” da sub-região africana

O novo edifício da Imprensa Nacional de Cabo Verde, a ser construído de raiz, em Achada Grande Frente, já conta com um aval  de 353 mil contos do Estado para se tornar numa” gráfica de referência” nesta região africana.

A infra-estrutura vai ser reconstruída no mesmo espaço onde existe o actual, pelo que se prevê que dentro de dias todos os serviços estarão em mudança provisória para que as obras possam ser iniciadas, fruto de um projecto financiado pela União Europeia, e que o País cumpra o prazo.

Esta informação foi avançada hoje a Inforpress pela ministra da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Filomena Gonçalves, no término da sua visita de trabalho às instalações da INCV, onde  sublinhou que a nova gráfica de segurança irá também prestar serviço à sub-região africana.

“Num primeiro momento, dentro do projecto da União Europeia será Cabo Verde e Guiné-Bissau, mas os nossos objectivos é conseguir cobrir a região africana com prestações de serviço de qualidade, mas sobretudo de segurança” avançou Filomena Gonçalves, asseverando tratar-se de “um projecto muito importante para Cabo Verde e para a segurança do país”.

Com a implementação deste investimento, garantiu, a INCV passará a emitir documentos como passaportes, cartão de identificação e outros, no quadro de uma maior fiabilidade em termos de emissão e digitalização de documentos de Cabo Verde e não só.

Referiu que a imprensa está a passar por um bom momento e com uma equipa motivada, que tem respondido às demandas, exemplificando com a produção diária do Boletim Oficial, para além de “muitas obras culturais” realizadas e que servem para  a conservação da história de Cabo Verde.

A responsável pela orientação da definição estratégica governamental relativamente à INCV referiu que, na qualidade de uma das instituições mais antiga do País, a gráfica pública tem feito um “trabalho fundamental” para a consolidação e o desenvolvimento da democracia cabo-verdiana, e que a instituição simboliza o pilar da democracia cabo-verdiana, pois que a sua história está ligada à do País.

O presidente do conselho de administração da INCV, Raimundo Francês Lopes, considerou que esta visita “veio em boa hora”, alegando que o aval de 353 mil contos concedidos pelo Estado de Cabo Verde permite a construção de uma futura gráfica de segurança, ressaltando que o financiamento com o banco já está praticamente fechado.

A obra, avançou, já está adjudicada pelo que, acredita Raimundo Lopes, vai ser um “desafio grande”, tendo em conta que para além da INCV passar a produzir todos os documentos de segurança, é uma porta que se pode abrir para a internacionalização da imprensa.

A laboral actualmente com 40 colaboradores, a INCV, segundo a mesma fonte, passa por uma situação financeira estável, com resultados positivos nos últimos anos, e promete reforçar tanto os recursos humanos capacitados como os materiais, junto do Instituto Camões, mediante o financiamento da União Europeia, para estar à altura dos nossos desafios.  

SR/AA

Inforpress

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