Ministro diz que país necessita de jovens que pensem em soluções que possam ser aplicadas em qualquer latitude

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas disse, no Mindelo, que Cabo Verde precisa de jovens que olhem para o País, tal como existe, e pensem em soluções que possam ser aplicadas em qualquer latitude.

Segundo Abraão Vicente, que falava na noite de terça-feira, 15, no ato de encerramento da apresentação da Unitek – Laboratório de Inovação da Unitel T+, Cabo Verde precisa de projetos que sejam “utópicos o suficiente para serem úteis”.

E é por isso que, sustentou, “falhar deve ser a cultura empresarial no sentido de que o falhar não leve à depressão e à falência das empresas e à falência da ideia de se ser empreendedor”.

“Espero que seja a cultura empresarial deste novo projeto [Unitek] (…) fazer com que os jovens assumam que falhar faz parte do processo. Precisamos falhar mais em Cabo Verde e precisamos que a sociedade civil compreenda que falhar faz parte do processo do crescimento”, afirmou.

Conforme o governante, imprimindo a ideia de que os jovens possam falhar à primeira, à segunda, à terceira, à quarta tentativa, é essencial que uma ilha criativa como São Vicente consiga sobreviver e consiga se enraizar e “criar capilaridade” à nível nacional, sendo também essencial, precisou, para que Cabo Verde consiga ter “uma certa competitividade” a nível internacional.

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas considerou igualmente que todos que fazem parte do projeto Unitek têm que apresentar soluções que Cabo Verde precisa, não só na parte tecnológica, mas no campo de todos os negócios.

Porque, sustentou, o País precisa de soluções e de projetos que resolvam os problemas.

“Aos jovens, que querem criar, olhem para o nosso país e para o nosso continente e criem soluções que nós precisamos. Precisamos ainda de abrir o nosso telefone e encontrar soluções locais para oportunidades que nos possam fazer criar raízes no continente africano”, sugeriu.

Por sua vez, o diretor geral da Unitel T+, Inoweze Ferreira, explicou que o ADN da Unitel sempre foi inovação e o novo projeto, Unitek, pretende criar um ecossistema de inovação.

Afirmou que o projeto não só abrange aceleração, promoção, incubação e mentoria de projetos mas também uma componente formativa e ainda tem uma componente que é a sustentabilidade.

“Nós não queremos criar um ecossistema que não seja sustentável, queremos ajudar as empresas a crescer, treinar esses líderes e esses startups a estarem no mercado, a trazerem estas ideias e transformá-las em modelos de negócios, mas, também que estas empresas possam pagar impostos e que possam empregar outros jovens”, esclareceu.

Inoweze Ferreira também apontou a internacionalização como outro princípio deste projeto, lembrando que dos 60 jovens que estão na Unitel a fabricarem produtos, 10 estão em São Tomé e Príncipe.

“Até o mês de Março do próximo ano vamos reforçar com mais seis jovens em São Vicente. E também no próximo ano estaremos no mercado angolano, porque vemos que a oportunidade de inovar é uma oportunidade de criar novos mercados”, finalizou Inoweze Ferreira.

Inforpress

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