MpD diz que nepotismo veio para o léxico dos cabo-verdianos com o PAICV

O membro da Comissão Política Nacional do MpD Luís Carlos Silva afirmou hoje que “nepotismo veio para o léxico dos cabo-verdianos com o PAICV”, sublinhando que o MpD não tem esta prática por ter sua identidade estabelecida.

Luís Carlos Silva regia às respondia às acusações do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição), que associa o MpD à imagem de colonizador do Estado e aos seus dirigentes o rótulo do nepotismo, tendo ressalvado que PAICV “não tem moral” para tal quando se tem este cadastro.

“Temos assistido, no espaço público, uma estratégia que visa colar no MpD a imagem de colonizador do Estado e aos nossos dirigentes o rótulo do nepotismo. Uma estratégia maquiavélica, muito bem articulada pelo sistema PAICV através de instituições públicas, associações satélites e outras corporações, que surgem, na voz de diferentes actores, vociferando a mesma narrativa”, sublinhou.

Instado se a esposa do ministro das Comunidades, Jorge Santos, que foi nomeada presidente da Escola Hotelaria e Turismo, não beneficiou de nenhum suporte político para conseguir o cargo, Luís Carlos respondeu que “o ministro não nomeou a sua mulher, e que a mesma foi nomeada para um cargo que não está na esfera do ministro em causa”.

“O MpD se pauta pela separação do partido, do Estado e não concordamos com estas práticas que contrariam este principio, pensamos que este caso não tem nenhum paralelismo com o caso da ex-presidente do PAICV quando nomeou o marido para um cargo que estava na sua dependência que é claramente uma prática de nepotismo que neste caso não se coloca”, enfatizou.

“O nepotismo veio para o léxico dos cabo-verdianos com o PAICV que é o useiro e vezeiro desta prática, sublinhando que MpD não tem esta prática por ter sua identidade claramente estabelecida com princípios vinculados à luta contra esta prática”, afirmou Luís Carlos Silva.

Nesta matéria o MpD, frisou, enquanto partido, “está à vontade”, pois tem vincada na sua identidade a luta contra o partido-estado e tem valores e atos vinculados aos princípios da separação do partido do estado.
“Não é por acaso que Cabo Verde está a comemorar os 30 anos da Constituição da República, aprovado em 1992”, enfatizou.

Luís Carlos Silva avançou que o PAICV, por seu lado, não está à vontade para abordar o tema, quer por ter na génese a identidade de partido-estado, quer pelos seus anos de práticas que “colonizaram até a exaustão o estado, chegando ao ponto de se confundir com ele”.

Citou, nesta senda, a “promiscuidade de funções” de direção partidária com a direção e chefias na Administração Pública, a transformação de delegados de ministérios em comissários políticos, bem como a partidarizada relação com as associações comunitárias e a forma como se instrumentalizou os serviços consulares.

Práticas que, acrescentou, ainda hoje estão presentes nos diferentes municípios onde o PAICV é poder, onde ainda se pinta de amarelo (cor deste partido) intervenções sociais, infraestruturas públicas, táxis, numa clara demonstração desta identidade colonizadora.

Inforpress

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