Olavo Correia defende mudança do “status-quo” para emergência do emprego digno para jovens e mulheres

O vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, disse hoje, na Cidade da Praia, que é “urgente” mudar o status-quo para a emergência da necessidade de criar empregos dignos, “bem qualificados e bem remunerados”, para jovens e mulheres.

De acordo com o também ministro das Finanças, que falava na abertura da reunião do Comité de Pilotagem do projecto de Formalização, Desenvolvimento de Empresas e Trabalho Digno em Cabo Verde (Form@empresa), é preciso colocar novos instrumentos às instituições e aos serviços e que sirvam de incentivo aos jovens.

Essa mudança do status-quo, segundo o governante, significa também mudar o ecossistema institucional, o sistema de financiamento e a forma de ver a carteira profissional, apontando que não se consegue resolver essa questão sem a capacidade de inovar, sem escala e sem velocidade em relação à produção dos impactos.

“Não se trata apenas de dar formação, é promover uma mudança da atitude, da cultura e da capacidade de empreender. Temos que liderar essa mudança com comunicação, novos instrumentos, novas abordagens e com um quadro institucional capaz de incentivar os jovens a criarem emprego para si e para os outro”, acrescentou.

Por isso, considerou que o projecto Form@empresa vem em “boa hora” e apelou a um trabalho conjunto, entre o Governo e os seus parceiros, para vencer este desafio de criar empregos dignos para jovens e mulheres.

“O grande potencial do emprego está nos jovens e nas mulheres nas suas capacidades de colocar as suas energias ao serviço do país”, apontou.

Por sua vez, o encarregado de Negócios da Embaixada do Gão Ducado do Luxemburgo em Cabo Verde, Thomas Barbacey, informou que este Comité de Pilotagem vai aprovar um plano de trabalho para 2024, orçado em quase um milhão de dólares, para apoio a transição do negócio informal ao formal nos municípios da Praia, Santa Catarina e São Vicente.

“O projeto prevê igualmente o reforço da capacidade da Inspecção-Geral do Trabalho para que esteja em melhores condições de desempenhar as suas funções na promoção do trabalho digno”, acrescentou.

No entanto, disse esperar que o projecto Form@empresa possa contribuir “positivamente” para apoiar os empreendedores e os trabalhadores em situação de maior vulnerabilidade.

“ Pensamos nos comerciantes, nas vendedeiras e nas peixeiras ou ainda nos barbeiros, carpinteiros ou mecânicos, cujo trabalho diário nos serve a todos e que são indispensáveis para a economia cabo-verdiana”, precisou.

O projecto Form@empresa – Formalização, Desenvolvimento de Empresas e Trabalho Digno em Cabo Verde –é executado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com financiamento do Grão-Ducado do Luxemburgo e tem a chancela do Ministério das Finanças e do Fomento Empresarial, através da Pró Empresa.

A iniciativa tem como principal objectivo apoiar a implementação do Programa Nacional Integrado para a Aceleração da Transição da Economia Informal para a Economia Formal 2022-2025.

Visa contribuir para a promoção do trabalho digno em Cabo Verde, através da implementação de um conjunto de medidas de apoio à formalização e ao desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas, e da capacitação dos cabo-verdianos em relação às principais questões relacionadas com o trabalho digno.

Inforpress

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