ONUDC: Cabo Verde precisa de mais investimentos e parcerias para combater tráfico ilícito

A Coordenadora Nacional do Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crime (ONUDC) afirmou hoje que Cabo Verde precisa de mais investimentos e parcerias que ajudem o País no combate ao tráfico ilícito e outras criminalidades.

Cristina Andrade falava fala à imprensa, à margem do encontro da delegação do Projecto de Comunicação Aeroportuária (AIRCOP) com a ministra da Justiça, que está em Cabo Verde para relançar a colaboração com Cabo Verde e assegurar o apoio do ONUDC no “bom funcionamento” das Células Anti-tráfico Aeroportuárias (CAAT).

Esta responsável destacou o “forte engajamento” das instituições na redinamização e activação do controlo de tráfico ilícito nos aeroportos nacionais, tendo lembrado que o arquipélago fica situado numa zona de tráfico ilícito.

“Cabo Verde fica situado numa zona de tráfico de ilícitos e é muito importante para nós, ONUDC, perceber o engajamento das instituições a nível operacional no sentido de melhorar a resposta, cooperação e a coordenação necessária para poder haver de facto um resultado efectivo”, declarou.

Segundo Cristina Andrade, as necessidades do País já foram identificadas como formação e de materiais para fazer face a esta problemática, defendendo a necessidade de se reforçar a inteligência aeroportuária, continuar a trabalhar para  não mitigar a quantidade da cocaína que fica em Cabo Verde.

“Cabo Verde precisa de mais investimentos para combater ao tráfico ilícito e tendo em conta que esta problemática que ultrapassa as fronteiras dos países tem que haver parcerias necessárias para que haja de facto resultado com sucesso”, asseverou, apontando que todos os outros aeroportos do País têm beneficiado da capacitação e iniciativa feita através da célula da Praia, mas que só o aeroporto Nelson Mandela tem esta célula constituída no quadro da AIRCOP.

Por seu turno, a ministra da Justiça, Joana Rosa fez o balanço positivo do acordo que Cabo Verde assinou com a AIRCOP, em 2010, visando a implementação de células nos aeroportos nacionais no combate à criminalidade e tráfico de drogas e a todos os outros tipos de criminalidade.

Conforme realçou, Cabo Verde é um País vulnerável e tem contado com o “apoio fundamental” da ONUDC na construção e implementação de mecanismos de comunicação em tempo real de informação, partilha e do monitoramento daquilo que é o mundo do tráfico.

“A avaliação é boa, mas há aspectos que precisam ser melhorados, vão certamente visitar as células nos outros aeroportos do país e estaremos depois a discutir a avaliação feita, a implementação do projecto no seu todo e estaremos a introduzir algumas melhorias, visando cada vez o melhoramento daquilo que é o combate ao trafico drogas”, declarou.

O objectivo da missão da AIRCOP é relançar a colaboração com Cabo Verde e assegurar o apoio do ONUDC no bom funcionamento da CAAT.

A delegação da AIRCOP vem com o objectivo de realizar um balanço das actividades futuras na Praia e em todas as suas CAAT de língua portuguesa.

Cabo Verde tem beneficiado do programa AIRCOP desde 2010.

Esta adesão foi materializada através da assinatura de uma carta de acordo entre o ONUDC e o Governo de Cabo Verde, representado pelo ministro da Justiça.

O projecto visa fortalecer a capacidade dos aeroportos internacionais para visar e interceptar passageiros, carga e correio de alto risco, a fim de contribuir para a luta contra a droga e outras mercadorias ilícitas, bem como, contra as ameaças relacionadas com o terrorismo.

Nos aeroportos onde o projecto está activo, a AIRCOP também contribuiu para a consolidação de uma cultura de trabalho inter-agências e partilha de informação a nível nacional, bem como para o desenvolvimento de uma rede de comunicação e colaboração entre países de origem, de trânsito e de destino, que se estende por todo o globo.

Inforpress

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