PAICV posiciona-se contra a criação da figura do secretário de Segurança Nacional

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição) posicionou-se hoje, na Cidade da Praia, contra a criação da figura do secretário de Segurança Nacional anunciado, segunda-feira, 01, pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

“O problema da insegurança não se resolve com a criação de novas estruturas, que poderá também aumentar o nível de descoordenação entre as estruturas que existem neste momento”, defendeu o presidente interino do PAICV, Rui Semedo.

Em conferência de imprensa para na sequência das declarações do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, sobre a situação da insegurança no País, o dirigente do maior partido da oposição, apontou que a aposta deveria ser na qualificação para  a melhorar o desempenho das estruturas existentes.

Essa qualificação, precisou, tem que ser em meios materiais e financeiros, mas sobretudo, em criar um ambiente motivacional que permita aos agentes da segurança desempenhar da melhor forma as suas funções.

“O primeiro-ministro vem falar de aumento de estruturas ou criação de uma nova estrutura como se os principais culpados por toda esta tormenta fossem as estruturas existentes, enquanto todos sabem que o problema é bem diferente e as respostas passam por um melhor aproveitamento e uma qualificada rentabilização das estruturas e dos recursos existentes”, frisou.

Nesta segunda-feira, 01, o primeiro-ministro anunciou a criação da figura de secretário de Segurança Nacional para coordenar e acompanhar a actuação quotidiana das forças e serviços da segurança interna do País.

O anúncio foi feito durante uma mensagem dirigida ao país, para abordar a questão da segurança, onde apelou à “tolerância zero” face a qualquer tipo de crime.

Na ocasião, Ulisses Correia e Silva esclareceu que se trata de uma opção política para dar melhores respostas às exigências e especificidades de uma actuação estratégica em sede da segurança pública.

“Visa garantir o reforço do sistema na perspectiva da coordenação efectiva das competências e atribuições, da priorização de acções de prevenção criminal e da actuação concertada das diferentes forças e serviços de segurança”, acrescentou.

Durante a sua mensagem, o primeiro-ministro apelou às autoridades a cumprirem “com o máximo de entrega” e dedicação à causa nobre de garantir a segurança dos cidadãos e do país e a realizar a justiça de forma justa e efectiva.

 

Inforpress

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