Parlamento: UCID pede ao Governo que adapte os transportes marítimos à realidade das ilhas

A União Cabo-verdiana Independente Democrática (UCID) pediu hoje ao Governo, no parlamento, que se adequem os transportes marítimos à realidade das ilhas.

O deputado António Monteiro, que falava durante a discussão do tema “a economia azul como um dos principais vectores de desenvolvimento”, proposto pela UCID, disse que é extremamente importante repensar a actualização da realidade do país e tomar outras medidas para que as ligações sejam feitas com maior frequência e a custos mais baixos.

“Consideramos que a melhoria das operações logísticas pode tornar-se num papel importante no aumento da competitividade deste sector, pelo que entendemos que os transportes marítimos precisam de uma outra atenção, precisamos adaptar os transportes marítimos em Cabo Verde às realidades das ilhas”, reforçou o deputado António Monteiro.

Segundo o mesmo, independentemente de o Governo ter assumido a aquisição de dois navios para ceder a empresa que neste momento presta este serviço, é da opinião que sejam criadas as condições para se adaptar os navios à realidade das ilhas, “iremos continuar a ter perdas de eficiências brutais”.

Citou como exemplo a questão da Ilha do Maio, no sentido de ter viagens diárias de e para Santiago à semelhança de Santo Antão/São Vicente.

“Para além da frequência temos o problema do custo dos bilhetes de passageiros a tarifa de cargas e de transportes das viaturas, precisamos adaptar os custos à nossa realidade e que as empresas ganhem dentro daquilo que é razoável para permitir o funcionamento normal da nossa economia”, sublinhou o deputado.

Ainda durante a intervenção o deputado falou sobre as actividades executadas no sector marítimo que segundo a mesma fonte desempenham um papel “crucial” no desenvolvimento económico de Cabo Verde.

Para a UCID é preciso aumentar de forma significativa os investimentos em programa, isto é, em capacitação e formação profissional como elementos-chave e essenciais para se desenvolver um trabalho qualificado para o sector marítimo, nomeadamente, a reparação naval, a investigação e a própria gestão do sector, nomeou António Monteiro.

“Temos exigido também que a formação profissional e a formação superior na área marítima, deveriam ter uma outra abordagem e nós devemos pensar na criação de todas as condições para que realmente os nossos jovens sejam aliciados na prática a procurarem este sector para poderem dar o contributo que entenderem a Cabo Verde e à economia marítima”, disse.

Sugeriu que os jovens que se interessarem pela formação superior a nível marítimo façam essa formação até que se tenha um mercado de profissionais com uma boa capacidade de profissionais nesta área, concluiu António Monteiro.

Inforpress

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