PM devia mandar averiguar denúncia de indícios de VBG envolvendo membros do Governo, diz presidente do PAICV

O presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) disse hoje que o primeiro-ministro devia mandar averiguar as denúncias de indícios de VBG envolvendo membros do Governo em vez de desafiar que o denunciante comprove a denúncia.

Rui Semedo, que reagia ao estudo “Afrobarometer”, cujos resultados foram divulgados na quarta-feira, e que apontam para uma avaliação negativa de quase todas as áreas de governação, disse que da forma como Ulisses Correia e Silva respondeu à denúncia mancha a imagem do executivo.

“Há dia ouvimos de uma personalidade que consideramos com credibilidade do seio da maioria que é o presidente do conselho de administração da RTC a dizer que no seio do Governo há criminosos por crimes muito mais graves. O primeiro-ministro veio ao público não desmentiu. Pedir para que o denunciante vá provar e isso belisca a imagem do Governo”, afirmou.

“O Governo deveria dar como garantia aos cabo-verdianos. Portanto, era dizer claramente que não há ou então não sei se há, mas vou ver se não e se houver tomarei medidas, mas não disse”, acrescentou.

O líder do principal partido da oposição afirmou que as denúncias têm de ser investigadas, verificadas e serem comunicados os resultados com transparência para que as pessoas possam confiar nas instituições e nesse particular no Governo.

De referir Policarpo de Carvalho, ex-presidente do conselho de administração da Radiotelevisão Cabo-verdiana (RTC) apresentou na segunda-feira, em conferência de imprensa, o seu pedido de demissão, na sequência de acusações por VBG, afirmando que está a ser vítima de um plano “muito bem montado” pelos seus “inimigos da parte do Governo”.

Afirmou ainda que “há elementos do Governo que já deveriam estar demitidos” por situações “muito mais terríveis”.

Terça-feira, ao ser abordado sobre o assunto, Ulisses Correia e Silva desafiou quem souber de situações de Violência Baseada no Género (VBG) que denuncie e indique o nome de quem cometeu o acto, até porque se trata de um crime público.

Inforpress

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