PM diz que os nomes apontados para diretor da PJ não têm absolutamente nada a ver com os indicados

O primeiro-ministro afirmou hoje que os nomes apontados pelos jornais para o cargo de diretor da Polícia Nacional (PJ) não têm “absolutamente” nada a ver com os nomes indicados e acusa jornais de quererem criar conflitos entre ministros.

“São especulações. Há jornais também que já se especializaram em lançar nomes. Não tem absolutamente nada a ver com os nomes que estão a ser indicados. O Governo só decide sobre esta matéria no Conselho de Ministros”, disse, adiantando que o executivo vai decidir brevemente.

A PJ está sem diretor desde início de Outubro, quando o Juiz desembargador cabo-verdiano Ricardo Gonçalves que exercia o cargo desde Julho de 2021, saiu para assumir as funções de juiz do Tribunal da Justiça da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Na semana passada um jornal da praça anunciava “braço de ferro” entre a ministra da Justiça, Joana Rosa, e o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, que estaria a emperrar a escolha do novo diretor nacional da Polícia Judiciária.

Segundo a mesma fonte, Joana Rosa estaria inclinada para o nome do procurador Manuel da Lomba, enquanto Paulo Rocha preferia o também magistrado do Ministério Público, Nilton Moniz.

A notícia foi desmentida pela ministra Joana Rosa, tendo o desmentido sido reforçado hoje por Ulisses Correia e Silva, que denunciou uma intenção deliberada de criar conflitos no seio do Governo, alertando que tal não vai funcionar.

“Esta coisa de pôr ministro em guerra um contra outro não funciona. O Governo tem a sua responsabilidade tem suas competências. Os jornais… as vezes dá impressão que há alguém que quer instigar problemas por dentro, mas não funciona”, avisou.

Inforpress

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