Porto Novo:  MpD elogia trabalho “muito positivo” da câmara no primeiro ano de mandato

O coordenador da comissão concelhia do Movimento para a Democracia (MpD, poder) no Porto Novo, em Santo Antão, considerou hoje que o primeiro ano de mandato da câmara foi marcado por  um trabalho “muito positivo”.

Em conferência de imprensa, Damião Medina avançou que “mesmo em contexto adverso” a Câmara Municipal do Porto Novo “mantém seu perfil, mobilizando recursos e parceiros possíveis, prosseguindo o seu projecto de governação na busca de mais e melhores soluções para este concelho”.

“Estamos de acordo quando o PAICV afirma que o município do Porto Novo passa por um dos piores momentos da sua história, mas peca ao culpar a gestão camarária e o Governo por esta situação”, notou o líder do MpD local.

“Dizer isto é simplesmente ignorar os efeitos desastrosos” da covid-19 que, avançou este responsável, “tiveram sim impacto extremamente negativo nas dinâmicas camarárias e na governação central”.

Pois, “há menor arrecadação de receitas, menos donativos de países amigos e “poucas chances de mobilizar recursos junto de parceiros”, adiantou Damião Medina, para quem, mesmo com estas adversidades, o balanço que se faz do primeiro ano de mandato da autarquia é “muito positivo.

Com o apoio do Governo, a Câmara Municipal do Porto Novo assegurou o normal funcionamento dos serviços municipais, com destaque para centros de dia, jardins infantis, transporte escolar e o saneamento básico, além de ter concedido apoios às famílias mais carenciadas e de ter implementado projectos visando a promoção de emprego e redução da pobreza.

Mais de um milhar de famílias beneficiou da tarifa social de água e energia, mais de 3.200 famílias recebem a pensão social e rendimento social de inclusão e foram criados cerca de 100 postos de trabalho permanentes com obras municipais, explicou a mesma fonte.

O coordenador do MpD destacou ainda o facto de o executivo camarário ter, semana passada, assinado com o Fundo do Ambiente um contrato-programa à volta dos 105 mil contos para intervenções nos domínios de água e saneamento nos próximos anos.  

“Em paralelo, destacar também a dinâmica do Governo no concelho através dos ministérios da Agricultura e das Infra-estruturas, que contribuiu para promover, no último ano, 410 empregos”, sublinhou o representante do MpD, realçando que, ao todo, foram mais de 500 empregos criados no primeiro ano de mandato da actual equipa camarária.

Para este responsável, “não é verdade que os criadores de gado nas zonas rurais não são apoiados”, afirmando que foram 2.500 metros cúbicos de água disponibilizados às populações e ao gado, de forma bonificada e, “às vezes”, gratuitamente.

Quanto ao abastecimento de água em Lajedos, Damião Medina explicou que os problemas existentes têm a ver com uma avaria no sistema de bombagem nesta comunidade, informando que a água para consumo humano é auto-transportada a partir da cidade do Porto Novo.

Na cidade do Porto Novo, os munícipes, acredita o líder local do MpD, entendem a situação que se verifica nas zonas altas, decorrentes de “graves problemas técnicos” na rede pública e de “avarias momentâneas” na unidade de dessalinização, destacando as medidas em carteira para resolver o problema no quadro do Fundo do Ambiente e do projecto de água e saneamento de Santo Antão.

Para Damião Medina, se trata de “uma falsidade” quando o PAICV diz que existe “um clima de medo, terror, descriminação e nepotismo” na câmara municipal, considerando que, ao afirmar isso, este partido “está a ver-se ao espelho”, pois, “a gestão camarária anterior, liderada pelo PAICV, só via a cor amarela para se relacionar com os munícipes” que, a seu ver, eram perseguidos e desrespeitados.

O responsável local do MpD referiu-se ainda aos trabalhadores do saneamento, que prestam menos de oito horas de serviço por dia e, como tal, recebem “uma remuneração mínima” sem direito à previdência social, à rede de caminhos vicinais, que, apesar do desgaste, têm sido alvo de intervenções, e ao desporto e cultura, áreas em que houve “vários eventos” que eram permitidos por lei.

Inforpress

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