PR: Formação de profissionais para cuidar da saúde das pessoas deve ser holística

O Presidente da República disse, esta quarta-feira, 03, no Mindelo, que Cabo Verde tem todas as condições de ser um importante hub de prestação de serviços no domínio da saúde para a toda a região oeste-africana.

José Maria Neves defendeu esta ideia na abertura do V Congresso Internacional da Rede Académica das Ciências da Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), organizado pela Universidade do Mindelo(Uni-Mindelo).

Segundo o chefe de Estado, “isso exigiria avultadíssimos investimentos que só serão mobilizáveis com visão, estratégias inteligentes e capacidade de empreendimento”.

O Presidente da República também sustentou que “a cooperação entre os países da lusofonia pode se traduzir em parcerias a favor de uma economia de saúde, com investimentos públicos e privados na construção de plataformas modernas de prestação de saúde de qualidade”.

Reforçou, igualmente, a importância de trabalhar com o conceito global de saúde, interrelacionando a saúde humana com a animal e a ambiental buscando, com sentido de urgência, equilíbrios planetários perdidos ou em perigos”.

“Somos –organizações internacionais, governos centrais e locais, sociedade civil, famílias e cidadãos – chamados a ajustar-nos ao contexto pós- pandémico e, face à eventualidade de novas pandemias, agir na antecipação e na prevenção, com reforço da segurança sanitária a nível planetário e a corporação uns com os outros, para garantir a melhoria consistente dos resultados de todo o novo ecossistema da saúde em formação”, adiantou a mesma fonte.

Para José Maria Neves” é cada vez mais premente” que a formação de profissionais, para cuidar da saúde das pessoas, seja de forma “holística”. Esse entendimento, sustentou, deve estar presente em todas as vertentes da promoção, prevenção, tratamento, reabilitação, e prestação de cuidados paliativos e não apenas no tratamento da doença, que ocupa um espaço importante nos modelos correntes de formação.

Para o reitor da Uni-Mindelo, Albertino Graça, é um privilégio acolher a V reunião internacional da Rede Académica das Ciências da Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), pelo que espera que a universidade consiga corresponder à confiança nela depositada.

“Nesta edição da rede académica vão ser discutidos temas importantes e vitais para o furto da organização e até para ajudar a materializar o projeto da CPLP. Gostaríamos, pois, de aproveitar este momento para uma vez mais referir as dificuldades que os docentes, investigadores, estudantes, experimentam para participar em projectos de investigação conjunta e em programas de mobilidade académica com Portugal”, referiu.

Por isso, Albertino Graça aproveitou para sugerir ao PR, José Maria Neves, a “usar a sua a diplomacia académica e magistratura de influência para, no contexto da CPLP, abrir portas, onde se erguem muros, no sentido de ultrapassar as dificuldades” em relação à mobilidade académica, para estudiosos, investigadores, reitores e estudantes e docentes.

Ao longo dos próximos três dias, professores, investigadores e profissionais interessados na temática da saúde discutirão caminhos para o intercâmbio e desenvolvimento da cooperação internacional nos países lusófonos para a mobilidade académica bilaterais e multilaterais, para a difusão internacional de produção e do conhecimento científico e para a formação ao longo da vida.

Segundo o presidente da direção Rede Académica das Ciências da Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Jorge Conde, a rede nasceu há apenas cinco anos e tem vindo a fazer um sólido caminho de afirmação, contando já com 51 instituições de ensino superior filiadas. distribuídas por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

A estas instituições, acrescentou, juntam-se mais 31 entidades parceiras, onde se contam unidades prestadores de cuidados de saúde, ordens e associações profissionais, sociedades científicas da área da saúde e associações de doentes, unidades parceiras e ainda associados a título individual.

Conforme a mesma fonte, a rende quer ter a ambição de ser um “agente promotor da política de ensino da saúde, influenciando a prática das atividades em saúde, pela melhoria do exercício e desenvolvimento da prática de quem forma”.

Inforpress

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