Presidenciais’2021: Carlos Veiga, o candidato que quer retribuir ao país aquilo que recebeu

Carlos Alberto Wahnon de Carvalho Veiga, 71 anos, político, coautor da Constituição de Cabo Verde, assumiu o protagonismo político com a abertura democrática em Cabo Verde em 1991, tendo sido eleito o primeiro primeiro-ministro da II República.

Advogado de formação, governou o País em dois mandatos, de 1991 a 2000, entra na corrida às Eleições Presidenciais de 17 de Outubro à frente de uma candidatura de cidadania, apoiada pelo Movimento para a Democracia (MpD), força política que ajudou a fundar e da UCID, com a “missão de retribuir ao País” aquilo que recebeu.

Considerou à Inforpress que, como cidadão, é seu dever de participar nesta candidatura com vista a dar o seu contributo para que o arquipélago diaspórico possa superar os grandes desafios que tem pela frente. Faz questão de clarificar que a sua candidatura não é partidária, que recebe apoios de vários quadrantes “porque ela é uma candidatura cidadã de abrangência nacional”.

“Tem todas as condições para preencher os requisitos que a Constituição exige para um Presidente da República”, explicou Carlos Veiga, convicto de que é desta vez que vai chegar à Presidência da República, acreditando mesmo que desta vez a sua “candidatura tem todas as condições para ganhar”.

Em relação à concorrência dos candidatos saídos da mesma área político-partidária, Veiga disse não estar preocupado com a possibilidade da divisão de votos, sublinhando mesmo que “não tem nada contra, porque as pessoas têm toda a legitimidade para concorrerem”.

Nascido na cidade do Mindelo, Carlos Veiga, que fez os estudos secundários na Cidade da Praia e licenciou-se em 1971 em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (Portugal), exerceu as funções de conservador no Registo Civil em Angola antes da independência nacional, e considera que a função presidencial sai valorizada com a concorrência de sete candidatos ao cargo de Presidente da República.

“Também mostra a maturidade da democracia cabo-verdiana. Há de facto, mais pessoas, a interessar-se por este cargo e por estas eleições e significa que Cabo Verde tem gente com capacidade para desempenhar esta função em número relativamente elevado. É bom para a democracia cabo-verdiana”, realçou Veiga que projecta a possibilidade de ganhar estas eleições à primeira volta.

Ainda assim, o ex-embaixador de Cabo Verde em Washington (EUA) admitiu “a hipótese de vier a ser necessário ganhar as presidenciais numa segunda volta”.

Conhecedor da Constituição, promete ser “o Presidente que a Constituição quer, o guardião da Constituição, representante interno e externo da Nação por forma a fazer uma magistratura de influência muito positiva, a favor da Constituição e do seu cumprimento integral por todos e Presidente próximo das pessoas”.

Entende ser fundamental que o PR consiga mobilizar a sociedade civil, parcerias com os outros órgãos da soberania à luz da Constituição, para que o sistema funcione regularmente e para que o bem-comum dos cabo-verdianos seja alcançado.

Antigo Bastonário da Ordem dos Advogados de Cabo Verde, detentor de grau honorário de doutoramento Honoris Causa em Law pelas Universidades dos EUA, Carlos Veiga, que em 1997 foi laureado pelo governo português com o grau Grãn Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, quer também aproveitar as redes sociais para contornar a pandemia e por ser uma forma de chegar a todos os eleitores.

Garante estar preparado para ter delegados de mesas muito bem organizados para evitar “fraude eleitoral” nas mesas de votos e, para também lutar contra a abstenção.

Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos, nomeadamente Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.

 

Inforpress

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