Presidenciais’2021: Gilson Alves aguarda uma “grande surpresa” no dia das eleições

O candidato a Presidente da República Gilson Alves acredita que vai haver uma “grande surpresa” nas eleições de domingo em relação à sua candidatura, sobretudo dos jovens que “ainda não foram contaminados pelo sistema”.

Para o candidato, os cabo-verdianos não estão querendo declarar tudo o que sentem abertamente devido a “partidarização dos empregos” nas ilhas, que cria algum receio, mas, aguarda uma “grande surpresa”.

“Sobretudo, dos jovens que ainda não foram contaminados pelo sistema, estes declaram abertamente, que querem uma revolução e que querem lutar e ir para uma guerra diferente pelo seu país”, sustentou, com a ideia de que a juventude quer uma coisa nova, “mesmo que se tenha de pagar um preço alto”.

Em jeito de balanço final destes 15 dias de campanha, Gilson Alves disse estar “muito confiante” nesta “corrente da cabo-verdianidade” criada pela sua volta pelas ilhas, feita com muito esforço, mas, que, entretanto, falhou Brava e Maio.

Deste modo, pediu “muitas desculpas” às pessoas destas ilhas, apesar de não ser por sua culpa, mas sim das circunstâncias dos transportes inter-ilhas.

“Não temos transportes nossos e os donos da empresa de transportes, que ganhou a concessão de 20 anos não são cabo-verdianos e estão-se a lixar para Cabo Verde, a nossa corrente também é frágil”, criticou, adiantando ter criado uma “corrente do coração, que está a ser roubado por estrangeiros”.

Daí, ter concluído que mesmo em movimento, o cabo-verdiano é “condicionado”, “quase condenado a morrer na sua ilha”.

“A impressão que tenho é que ainda o coração do cabo-verdiano é um único coração, o nosso sangue é um único e uma única veia, mas que está a enfraquecer, a nossa corrente está a enfraquecer, estamos em perigo de ver as nossas ilhas dispersarem pelo atlântico e acabou o País e acabou a nação”, advogou.

Por isso, Gilson Alves apelou ao “jovem revolucionário” que vá votar, porque a sua ideia deve ser suportada por jovens, com “coração, energia, com a vontade e o porquê de fazer uma revolução destas”.

Quanto aos idosos, para ele a camada que mais admira, garantiu que “finalmente chegou o homem que vai continuar os seus ensinamentos”.

Já para os adultos “acorrentados” à ideia de dois partidos, disse ser essa a chance de saírem desse “carril pecaminoso e de servitude” e fazer qualquer coisa com um voto em “algo novo”.

A campanha eleitoral termina hoje à noite.

Às presidenciais do dia 17 de Outubro, nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos: Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest