Presidenciais’2021: Resultados espelham a divisão partidária do país, diz Gilson Alves

O candidato Gilson Alves acredita que os resultados das eleições presidenciais que o colocam neste momento em sexto lugar a nível global é o espelho da divisão partidária existente em Cabo Verde, mas prometeu não desistir.

“Não vamos andar aqui com falsas incompreensões, a realidade é esta, apesar de ter sempre acreditado que a surpresa está lá e a base também e que há gente que vai compreender ainda melhor essa mensagem”, considerou a mesma fonte.

Gilson Alves congratulou-se ainda assim com os resultados, que o colocam no penúltimo lugar, no meio de sete candidatos a nível global, com 0.9 por cento (%) dos votos, um sinal, que no seu entender, mostra que “muita gente” compreendeu a sua mensagem de primeira, razão pela qual acredita haver “ainda há tempo para amadurecer a discussão”.

“Para me conhecerem e entenderem melhor e ver todos os detalhes e as consequências do País de uma nova mudança e uma grande viagem começa com um pequeno passo, e acho que já dei este primeiro passo”, asseverou.

Tendo como lema de campanha “Poder absoluto”, Gilson Alves disse ser normal que as pessoas questionem numa cultura bipartidária e num regime semi-presidencialista “ténue, insossa”, e receiem meter-se numa aventura.

“Mas, não é que o poder absoluto sejam palavres muito duras, escuras e desadequadas, a questão não é essa. O significado das palavras é bem compreendido, mas para absorver é preciso tempo”, sustentou.

Por isso, Gilson Alves sente-se com responsabilidade de continuar essa discussão e, por agora, quanto à candidaturas, não sabe a oportunidade que lhe pode surgir.

Contudo, assegurou que não vai entrar para nenhum partido, mas para o “bem da democracia”, será positivo continuar a trabalhar a ideia de um regime presidencialista, que “faça coisas melhores, coisas gloriosas, que não seja um País pequeno e ache motivos para a sua pequenez”.

Gilson Alves não conseguiu votar em Cabo Verde por estar inscrito em França, mas, explicou que tal aconteceu por “mera tecnalidade”, por não ter conseguido pedir a transferência a tempo.

“Mexo bastante como qualquer cabo-verdiano, tenho motivos de viagens por negócios, familiares, etc, e por razões que têm a ver com a pandemia não foi possível fazer a transferência a tempo, eu tentei”, explicou.

O candidato aproveitou para felicitar o vencedor, José Maria Neves, e confirmou que, talvez prefira que tenha sido ele, por ser de esquerda, socialista e com a cultura política próxima da sua.

“As indicações que tenho é que ele é uma pessoa de bem, que ama o nosso País e que vai continuar a sua carreira já brilhante na política”, sublinhou, desejando as maiores sortes a José Maria Neves.

Às eleições presidenciais de hoje nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos: Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.

 

Inforpress

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