Rainha congolesa de Kasai quer implementar projetos sociais, culturais e económicos em Cabo Verde

A rainha congolesa do Reino de Kasai (RDC) encontra-se de volta a Cabo Verde para apresentar três projetos, de âmbito cultural, económico e social, como festival da crioulidade, implantação da casa de afrodescendentes e mobilidade entre os arquipélagos.

Diambi Kabatusuila quer aproveitar a sua influência, enquanto majestade da Ordem do Leopardo do Povo Bakwa Luntu, e rainha-mãe do povo Bantu do Brasil, para brevemente trazer o festival da crioulidade, referenciado com o “mais famoso e especial do mundo”, de forma a mostrar ao universo a resistência e a resiliência da cultura crioula.

O segundo projeto desta rainha da República Democrática do Congo, referiu, passa pela formalização da criação em Cabo Verde da primeira Casa de Afrodescendentes, abarcando gentes de origem africana que vivem tantos no País como nos continentes americano e europeu, ou mesmo nas caraíbas, de forma a investirem no arquipélago para ajudar a economia cabo-verdiana.

“Eu estou a pensar na criação de uma casa cultural que permita a troca de experiência entre os diferentes países integrantes nas suas mais diversas perspetivas. Necessitamos de consolidar a nossa identidade com toda a nossa experiência, sabedoria e recursos que dispomos para ajudar os nossos países africanos e a gente africana, num momento que a gente de origem negra passa por uma situação difícil em toda a parte do mundo”, explicitou.

Já o terceiro projeto, revelou, passa por ajudar Cabo Verde no capítulo de mobilidade entre as ilhas, isto é, entre os países arquipelágicos, pois acredita que de momento não existe uma mobilidade eficiente entre as ilhas, pois entende que o país poderá tirar proveito económicos apostando na especialidade industrial e marítima, de modo a aumentar a sua capacidade económica e turística.

Reivindicando uma justiça igual para todos, sobretudo em áreas capitais como a educação, saúde, finanças e justiça”, ela que também ostenta o título de rainha da Ordem do Leopardo do Povo Bakwa Luntu, considerou Cabo Verde como um país especial, alegando ser um ponto de saída e entrada simbólico para os demais continentes.

Nesta sua segunda passagem por Cabo Verde, depois de ter conhecido este arquipélago em Outubro passado, Diambi Kabatusuila apresentou-se hoje ao Presidente da Assembleia Nacional para iniciar uma série de contactos com as autoridades cabo-verdianas para “dar a sua contribuição, visando a “elevação da rica e preciosa cultura cabo-verdiana que deve ser preservada e partilhada com o mundo”.

Diambi Kabatusuila foi coroada como a rainha tradicional do povo Bena Tshiyamba de Bakwa Indu da região central de Kasaï, parte do antigo Império Luba na República Democrática do Congo a 31 de Agosto de 2016, tendo sido entronizada por todos os chefes Bakwa Luntu em 15 de Julho 2017.

Em Março de 2019, a rainha foi coroada, em Salvador da Bahia, Rainha-Mãe do Povo Bantu do Brasil, a Histórica Diáspora Africana que tem uma população de quase 90 milhões de pessoas.

A Rainha foi agraciada com o título de Grande Mãe do Povo Bantu do Brasil e recebeu a Medalha Tiradentes, maior honraria do Parlamento do Brasil em Março de 2019.

Em 24 de Maio de 2022 foi coroada rainha dos descendentes congoleses do Panamá.

Inforpress

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