Sal: Congresso da APLOP permite desenhar plano de atividades para 2023 visando maior conectividade entre os portos

O presidente da Associação dos Portos de Língua Oficial Portuguesa (APLOP), Ireneu Camacho, assegurou esta sexta-feira, 28, no Sal, que a realização do III congresso permitiu desenhar o plano de atividades para 2023, visando maior conectividade entre os portos.

O III Congresso da Associação dos Portos de Língua Oficial Portuguesa que vinha decorrendo durante dois dias num dos hotéis da cidade de Santa Maria, sob o signo “Novos Desafios, Novas Oportunidades para os Portos da Lusofonia”, terminou hoje com a organização a fazer um balanço positivo do evento.

Durante estes dois dias, sob a presidência dos Portos de Cabo Verde, estiveram quatro painéis em debate, designadamente, “Desenvolvimento de negócios, novas oportunidades para os portos”, “Portos Verdes do Futuro – desafios e oportunidades”, “O Direito portuário nos países da CPLP” e “Promoção e Estratégia de Internacionalização dos Portos da CPLP”.

Os temas permitiram criar um espaço de reflexão sobre o caminho de desenvolvimento e as oportunidades de reforço dos laços de cooperação entre os nove países da CPLP que integram a APLOP, bem como as várias empresas de topo do universo marítimo-portuário dos países de língua portuguesa e além-fronteiras, que aderiram à Associação, com convidados nacionais e internacionais.

No final, fazendo um balanço positivo dos trabalhos, Ireneu Camacho enunciou vários projetos na forja, nomeadamente, o Block Change, ou seja, a troca de informações entre esses portos, além da assinatura de um protocolo, em Novembro, de cedência de código-fonte, onde a Associação dos Portos Portugueses (APP) vão fornecer a Cabo Verde o código-fonte de janela única aeroportuária.

Ireneu Camacho explicou que se trata de um projeto avaliado em cerca de três milhões de euros, que já está a funcionar no País, desde 2012, mas por não se ter o código-fonte dessas aplicações, não se consegue fazer a manutenção, internamente, na ENAPOR, referindo ainda, que a formação e a partilha de informação entre os portos da CPLP, são os principais desafios a enfrentar e a ultrapassar.

Por outro lado, os participantes dão nota positiva ao evento que, dizem, “ultrapassou todas as expectativas”.
Celso Rosas, por exemplo, presidente do conselho de administração do Porto de Lobito, Angola, disse sair “bastante encantado e satisfeito” do congresso, pelo “elevado nível” de organização, bem como dos conteúdos tratados neste congresso.

Registamos muita interação, muita discussão entre todos os congressistas. Depois deste congresso nada vai ser igual, na medida em que todos nós aprendemos, levamos mais e melhores conhecimentos, o que nos vai permitir uma reflexão do estado em que nos encontramos, e em função do que de bom colhemos e aprendemos, aplicar, implementar para elevar a performance das nossas instituições e organizações”, concluiu o dirigente do Porto de Lobito.

Inforpress

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