Santiago: Presidente da câmara do Tarrafal “bastante satisfeito” com a “maior taxa de execução do município de sempre”

O presidente da Câmara Municipal do Tarrafal afirmou-se esta terça-feira, 02, “bastante satisfeito” com as contas de 2023, que revelam uma taxa de execução de 84 por cento (%) para receitas, que considerou “a maior do município de sempre”.

José dos Reis falava à Inforpress, a propósito da sessão da Assembleia Municipal que esteve reunida para apreciar as contas de gerência da edilidade referente ao ano económico de 2023, que teve apreciação positiva da bancada do PAICV (partido que gere a câmara) e do deputado único do MIT (oposição) e negativa do MpD (oposição).

“(…) Estamos a falar de uma taxa de execução de cerca de 84 % em termos de receitas, a maior taxa de execução a nível do município de sempre. Isso demonstra, claramente, a dinâmica desta câmara actual na arrecadação de receita. A nível de despesas estamos com uma taxa de execução à volta dos 80%, e isso indica maior investimento nos serviços e na infraestruturação do município”, congratulou-se o autarca.

Tudo isso, acrescentou, reflete a gestão eficiente do município, não obstante os parcos recursos que tem estado a conseguir e tem colocado ao serviço do povo.

“Estamos bastante satisfeitos com a taxa de execução e crentes que Tarrafal vai continuar a ser um município que está a caminhar na direção do futuro”, insistiu.

De entre as várias obras de requalificação urbana, de urbanização e de melhoria de acesso e acessibilidades iniciadas em 2023 e em fase de conclusão, o autarca destacou a de requalificação do Largo de Santo Amaro Abade, num investimento acima dos 70 mil contos.

A obra, segundo ele, vai orgulhar a comunidade tarrafalense desde a religiosa passando pela comunidade civil, diáspora e residentes, por ser um investimento que vai trazer qualidade de vida e uma nova centralidade a nível do município, e ainda acrescentar valor, sobretudo do ponto de vista turístico e das festividades de Nhu Santo Amaro Abade.

Na ocasião, José dos Reis, que é candidato à sua própria sucessão nas autárquicas deste ano, informou que sob a sua liderança iniciada em 2020 e com recursos próprios da edilidade já foram inauguradas 18 obras, e mais 10 em fase de conclusão que vão ser inauguradas dentro de dois meses.

Já o líder da bancada do MpD, Manuel Landim, disse que o seu partido não está satisfeito com a taxa de execução da conta de gerência de 2023, sustentando que o mesmo veio a confirmar o que tinham referido aquando da apreciação do plano de atividades e orçamento, ou seja, “um plano irrealista, despesista e que não cobre os principais anseios dos tarrafalenses”.

“A conta de gerência apresenta um aumento exorbitante e exponencial de despesa com pessoal. A câmara continua a aumentar despesas correntes de funcionamento e isso vai criar dívidas para os municípios”, criticou, notando que enquanto as despesas aumentam de forma “galopante”, as receitas correntes têm estado a diminuir.

O município, segundo Manuel Landim, durante o ano de 2023 não teve grandes execuções, e das visitas realizadas constataram um conjunto de obras inacabadas, que continuam a constar nos planos de actividades.

De entre as obras a serem executadas, o eleito municipal do MpD apontou a construção de sete campos relvados, de três placas desportivas, da Rua de Cultura e Lazer, financiado pelo Governo, construção da rede e ligação domiciliária de água.

O porta-voz do MIT, Adelino Silva, por seu lado, não obstante ter mostrado a sua satisfação com a taxa de execução da conta de gerência de 2023, mostrou a sua inquietação com a conclusão de algumas obras estruturantes em curso em várias localidades do município.

Na mesma linha, o líder da bancada do PAICV, Ronaldo Cardoso, congratulou-se com a taxa de execução de 84 %, e encorajou a equipa camarária a continuar na mesma linha, focado na requalificação urbana e ambiental.

“A aposta na requalificação urbana vai ser um chamariz para investimentos por outros parceiros (…)”, disse, lembrando que estes investimentos foram materializados “praticamente” com recursos próprios da edilidade e de outros parceiros locais e estrangeiros, e “muito pouco” do Governo.

Inforpress

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