São Miguel: PAICV acusa Herménio Fernandes de querer apropriar-se indevidamente de terrenos de famílias pobres

A Comissão Política Regional (CPR) do PAICV – Santiago Norte acusou hoje o presidente da Câmara Municipal de São Miguel, Herménio Fernandes, de querer apropriar-se indevidamente de terrenos, sobretudo, de famílias pobres.

“A Câmara Municipal de São Miguel, através do seu presidente Herménio Fernandes, está a promover tomada de terrenos de particulares, sobretudo de famílias pobres”, denunciou a presidente da CPR do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Carla Carvalho.

Segundo a, também, deputada nacional, que falava em conferência de imprensa, na Calheta de São Miguel, trata-se de terrenos em Principal, cidade de Calheta, Monte Pousada, orla marítima e Bacio, sendo este último a edilidade indemnizou as pessoas por 41 escudos metros quadrados e agora está a vender por 5.000 escudos.

Carla Carvalho, que considerou “muito grave” esta “apropriação indevida” e “venda ilegal” de terrenos de particulares por parte do autarca micaelense, em parceria com o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, adiantou que correm no Tribunal vários processos sobre este alegado caso de “apropriação indevida” e “venda ilegal” de terrenos.

Conforme notou, o município, que outrora tinha zero terreno, está a usar o “poder do Estado” para “se apropriar indevidamente” de terrenos dos munícipes, tornando-se hoje no “maior dono” de terrenos e promotor/agente imobiliário de venda de terrenos nesse município rural.

“Este expediente da Câmara Municipal de São Miguel, através do seu presidente e do ministro das Finanças promove a pobreza, porque são terrenos que as pessoas, no tempo das chuvas, conseguem ter algum rendimento”, observou Carla Carvalho, que esteve ladeado na conferência de imprensa pelos demais dirigentes do partido a nível local, concelhia e regional.

Na ocasião, a dirigente regional do PAICV afirmou que o programa de habitação jovem da edilidade “não passa de discursos” e é “só para inglês ver”.

Inforpress

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