São Vicente: “O debate da regionalização deve ser feito numa perspectiva de desenvolvimento e não de poder”, diz PM

O primeiro-ministro disse esta quarta-feira, 19, no Mindelo, durante a abertura do Fórum Pensar São Vicente 2035, que a regionalização é um debate “importante que deve ser feito numa perspectiva de desenvolvimento e não de poder”.

Para Ulisses Correia e Silva é necessário encontrar uma melhor forma de aproveitar as potencialidades, humanas, naturais e patrimoniais da ilha de São Vicente para o seu desenvolvimento.

O chefe do Executivo também defendeu que o modelo de governança da ilha de São Vicente e a sua complementaridade com Santo Antão e São Nicolau é um debate que “deve ser feito não só no reforço da descentralização, mas também à procura de um melhor modelo para a governação das ilhas”.

Particularmente sobre os investimentos do Governo para São Vicente, o primeiro-ministro sustentou que estes “têm estado a acontecer e vão acontecer mais”, porque o Governo quer “posicionar a ilha como destino turístico, dinâmico e com ofertas diversificadas”.

“Um conjunto de hotéis estão em construção. Vão acrescentar 1.075 camas às 1.279 camas existentes, quase duplicando a oferta existente. É o que a ilha precisa para ganhar escala e dimensão”, destacou o primeiro-ministro, que garantiu também a aposta na cultura e no desenvolvimento das indústrias criativas na ilha.

Para Ulisses Correia e Silva, a economia digital “está a ganhar novo impulso”, com a conclusão do Parque Tecnológico de São Vicente. Também mostrou a intenção do Governo de transformar São Vicente “numa economia verde”, apostando nas energias renováveis.

A este propósito lembrou que está em execução um concurso para a construção da central fotovoltaica que vai aumentar a penetração da energia renovável de 27 por cento (%) para 35 % em São Vicente.

O chefe do Executivo afirmou ainda que é preciso reforçar o ecossistema de financiamento para que as condições do empreendedorismo se desenvolvam cada vez mais na ilha.

Chamado a intervir, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, congratulou-se com a iniciativa de construir, junto com o sector público e privado, a sociedade civil e especialistas nacionais e estrangeiros, o consenso regional para o desenvolvimento da ilha de São Vicente

“Estamos convencidos de que as reflexões aqui desenvolvidas e as recomendações saídas irão melhorar o ambiente da ilha. Pois, a exigência da sua execução irá imprimir uma nova dinâmica no município de São Vicente, nos agentes económicos, operadores turísticos, homens de cultura, nas empresas públicas e privadas e em toda a comunidade local”, adiantou.

A presidente da Assembleia Municipal de São Vicente, Dora Pires, afirmou que gostaria de ver a ilha a ser projectada para um melhor patamar, porque São Vicente parou no tempo.

Mas, revelou, com a organização do fórum tem esperança de que saiam projectos para “dar um novo rumo à São Vicente para que a ilha seja muito mais atractiva, dinâmica e competitiva”.

Inforpress

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