São Vicente: Sindicalistas afirmam que sistema de saúde está “em perigo” por “incumprimento” do Governo

Os sindicalistas que representam os médicos e enfermeiros nacionais asseguraram esta segunda-feira, 17, no Mindelo, que o sistema de saúde está “em perigo” por “incumprimento” do Governo em relação a um acordo assinado há sete meses.

A certeza foi dada por Luís Fortes e Tito Rodrigues, sindicalistas que falaram hoje à imprensa em nome de sete sindicatos que representam os profissionais da saúde.

Conforme lembrou Luís Fortes, em Novembro de 2023, os profissionais da área decidiram levantar uma greve anunciada devido a um acordo assinado com o Governo que se disponibilizou a resolver as “mazelas” desses trabalhadores.

Entretanto, passados sete meses, tudo que tem havido, sublinhou, são “incumprimentos e tentativa de retirar as conquistas já conseguidas, tentativa de dispensar o papel dos sindicatos e sufocar, ainda mais, os profissionais da saúde”, assegurou a mesma fonte, referindo-se ao ante-projeto de lei, que foi recentemente enviado aos médicos e enfermeiros, para aprovar o Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) das duas profissões.

Um documento, que para o médico-sindicalista, Tito Rodrigues, é “completamente oco e vazio” e que não respeita os ganhos até então.

“Há claramente uma desmotivação a nível da classe e penso que este documento que nos foi apresentado, demonstra que não há claramente uma intenção de defender o sistema nacional de saúde”, considerou Tito Rodrigues, para quem, se o Governo insistir nessa proposta, o sistema nacional, que “já está extremamente frágil”, vai estar “em grande perigo”.

Por isso, adiantou, espera-se agora “discernimento” do executivo para analisar as propostas que vão ser enviadas nos próximos dias e apresentar algo que vá ao encontro do “empenho” da classe.

Isto porque, conforme Luís Fortes, o Governo terá de dizer se já abandonou o acordo feito em 2023 e, conforme a resposta, os sindicatos vão tomar as medidas necessárias, que vão ser discutidas com os trabalhadores.

“Porque tudo indica que não há seriedade, há um empurrar do tempo, há uma falta de execução das datas acordadas, uma comissão paritária que não funciona”, lançou o sindicalista, admitindo, por outro lado, estarem abertos a negociações.

Inforpress

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