São Vicente: Vigilantes pedem “socorro” ao Presidente da República para resolver pendentes de há muito

O representante do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação Construção Civil e Afins (Siacsa) disse hoje que os vigilantes de segurança privada estão a “pedir socorro” ao Presidente da República para resolver pendentes de há muitos anos. 

Heidy Ganeto, que falou em nome dos  vigilantes que iniciaram hoje, no Mindelo, uma greve de três dias, afiançou que mais acção de protesto tem o mesmo motivo, a grelha salarial que deveria entrar em vigor desde 01 de Maio e que só está a ser cumprida pela empresa Sonasa, no caso de São Vicente. 

“Sepricav e Silmac não estão a cumprir grelha salarial. Já há clientes que estão a pagar o PIR [Preço Indicativo de Referência] e as empresas pagam ao pessoal um subsídio de desempenho de dois contos”, explicou o sindicalista, para quem este é um “subsídio fantasma”, que “não está na grelha e nem em nenhuma lei”. 

Por isso, Heidy Ganeto pediu a actualização dos salários por parte das duas empresas, sendo para os vigilantes estagiários o salário é de 17 mil escudos. Os trabalhadores com mais de três anos de serviço devem ser enquadrados no quarto ou terceiro escalão e os com mais de 20 anos no primeiro escalão. 

Segundo a mesma fonte, a greve é mais uma chamada de adesão para uma situação que já “está demais” e com o próprio Governo como “incumpridor”. 

Daí, assegurou o pedido de “socorro” ao Presidente da República. 

A greve, no Mindelo, que teve concentração na Praça Dom Luís, conforme Heidy Ganeto contou com uma fraca adesão – cerca de duas dezenas entre os 450 a 500 vigilantes existentes, devido ao serviço mínimo garantido por 90 funcionários nas três empresas, mas também ao “medo”. 

“Há falta de fiscalização e os vigilantes não estão com apoio nem da Direcção-Geral do Trabalho e nem da Inspecção”, considerou, alargando o apelo ao ministro da Administração Interna, Paulo Rocha. 

A greve dos agentes de segurança privada decorre a nível nacional, até às 8:00 de domingo, 02 de Janeiro. 

Inforpress

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