Secretária-geral “indignada” com exclusão da UNTC-CS para participar na 112.ª conferência internacional em Genebra

A secretária-geral da UNTC-CS manifestou-se ontem, dia 19, “indignada” com a exclusão da central sindical à participação na 112.ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT), em Genebra, e acusa o ministro Fernando Elísio Freire de fazer “paródia e turismo” com recursos públicos.

Joaquina Almeida falava em conferência de imprensa para expressar a sua indignação face à não participação da central sindical neste evento considerado “importante”, cuja situação conforme observou, foi provocada pelo “descaso e desconsideração” do ministro do Estado, da Família e Inclusão Social, Fernando Elísio Freire, para com a União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS), enquanto parceiro social.

A sindicalista, que acusa Fernando Elísio de “abuso de poder” e de se opor ao “legítimo direito” da UNTC-CS, “central sindical mais representativa”, de participar na conferência da Organização Mundial do Trabalho (OIT), explicou que o governante recusou-se a pagar as despesas da delegação da UNTC-CS, “tal como exigido” pela OIT, invocando a rotatividade.

“Unilateralmente e deliberadamente o ministro rasga as regras da OIT”, censurou, criticando ainda que a comitiva de Cabo Verde, chefiada por Elísio Freire chega à Genebra um dia após as eleições dos membros do conselho de administração organização, onde ela, Joaquina, foi eleita, pela primeira vez, membro do conselho da administração da OIT, para o triénio 2024/2027, sem voto de Cabo Verde.

“Um descaso. Arriscamo-nos em dizer que o ministro, além de se ter encetado alguns encontros, foi para a Genebra apenas para fazer um discurso na plenária de cinco minutos. O que é que o ministro e comitiva trouxeram na bagagem? Gastou-se milhões de escudos, dinheiro dos contribuintes, para quê? Será que não foram fazer turismo e paródia em Genebra, com o uso indevido de recursos públicos?”, questionou em tom de acusação.

“Lembramos ao senhor ministro que como funcionário público tem o dever de zelar pela boa gestão dos dinheiros públicos que são constituídos pelos impostos descontados dos salários dos trabalhadores de Cabo verde”, advertiu, referindo que a “desconsideração” do ministro Elísio Freire para com a UNTC-CS “não é de hoje”, remontando desde 2021 quando foi designado para tutelar a pasta do Trabalho.

“E recusou-se, até hoje, em se encontrar com a UNTC-CS”, finalizou, avisando que o sindicato “não tenciona deixar que o ministro decida, unilateralmente, para o próximo ano de 2025, levar consigo um número exagerado de funcionários públicos em detrimento dos interesses dos trabalhadores de Cabo Verde e em detrimento da UNTC-CS”, concluiu.

Inforpress

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