Segurança marítima: Aeronave da Força Aérea Portuguesa inicia fiscalização em Cabo Verde

Uma aeronave da Força Aérea Portuguesa realiza até ao próximo dia 01 de Agosto missões aéreas de fiscalização da Zona Económica Exclusiva (ZEE) de Cabo Verde, envolvendo militares da Guarda Costeira do arquipélago.

A vigilância, segundo avançou à imprensa a ministra de Estado e da Defesa Nacional, Janine Lélis, tem por objeto as atividades ilegais que possam estar a acontecer a nível da ZEE, ainda que nestes primeiros seis dias desta incumbência não tivesse sido registado qualquer situação de normalidade.

Pesca ilegal, tráficos de estupefacientes, imigração ilegal, poluição, de entre outras práticas ilícitas, são as ações as quais esta missão de cooperação bilateral fiscaliza, no patrulhamento da ZEE de Cabo Verde, numa área à volta de 200 milhas náuticas (cerca de 380 Km da Costa das ilhas de Cabo Verde).

Esta operação, a bordo da aeronave P3-C “Orion”, envolve seis elementos do Centro de Operações Marítimas (COSMAR), da parte cabo-verdiana, em regime de rotatividade e de turno, em funções planificadas, enquanto Portugal participa com um destacamento de 35 militares.

Segundo a governante, a aeronave P3-C “Orion”, que se encontra nesta missão de fiscalização no quadro de um protocolo entre os dois países, dará continuidade às ações que vêm acontecendo de forma semestral, com alguma regularidade, desde a celebração do Tratado entre Cabo Verde e Portugal.

Janine Lélis esteve esta tarde a bordo da aeronave P3-C “Orion” para visualizar esta ação de fiscalização de espaços marítimos sob soberania ou jurisdição do Estado cabo-verdiano, uma missão iniciada a 21 do corrente e término previsto para o 1º de Agosto.

“Estas cooperações são feitas em estreitas cooperação com o COSMAR (Centro de Operações Marítimas) que, no fundo, vai recolhendo os dados e as informações e vão repassando para todas as autoridades com competência na matéria para efetivar e concluir o processo de fiscalização”, explicitou a ministra.

Sublinhou que Cabo Verde tem acordos do tipo com outros países com os quais têm cooperado, razão pela qual enalteceu a importância desta cooperação, alegando que “nenhum país consegue garantir a segurança por si só”.

Ainda assim, realçou, Cabo Verde terá de fazer os seus esforços para também ter meios e instrumentos próprios que reforcem a capacidade no dia-a-dia.

Enquanto isto, o major Emanuel Guerreiro, comandante deste destacamento militar português, referiu que esta missão de cooperação bilateral é feita por uma nave de patrulhamento marítimo com uma elevada autonomia e capacitada para missões que ultrapassam 10 horas e com elevado alcance de patrulhamento.

“É uma aeronave que se adequa, extraordinariamente, para o meio marítimo. Tem uma grande capacidade de comunicação. Podemos estar bastante longe das ilhas e mesmo assim manter as comunicações e estar a reportar todos os contactos que são ilegais para quem esteja no terreno ou eventualmente uma embarcação que esteja a patrulhar connosco”, reportou.

Inforpress

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