Siacsa considera situação laboral difícil e pede medidas urgentes do Governo

O Sindicato de Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Serviços disse hoje, no Mindelo, que a situação laboral em São Vicente é difícil e pediu medidas do Governo para melhorar as condições de vida da população.

Este pedido foi feito, em conferência de imprensa, pelo representante do Sindicato em São Vicente. Segundo o sindicalista, São Vicente vive uma situação laboral difícil”, fruto da pandemia da covid-19 e da guerra na Ucrânia que resultou numa escalada desenfreada de preços, principalmente os de primeira necessidade tornando a sua aquisição quase que insuportável.

Tal situação, frisou, contribuiu para a perda do poder de compra das pessoas principalmente para as que recebem o salário mínimo.

“O aumento do custo de vida se faz sentir numa família que tem eletricidade, comida, escola, renda de casa e transporte para pagar”, concretizou.

Como exemplo, Edy Ganeto citou as operárias da fábrica de calçados ICCO que “têm que se deslocar por meios próprios”, recorrendo o “serviço de hiaces”, cujo “preço aumentou” após a subida dos combustíveis, “diminuindo a capacidade financeira” dessas trabalhadoras.

Também lembrou da conserveira Frescomar, que, segundo o mesmo, tem feito “sucessivos términos contratuais, rescisões diárias que dificultam a vida de quem vai para o desemprego”.

Ainda acrescentou a situação dos trabalhadores de segurança privada, lembrando que o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, “prometeu penalizar as empresas que não cumprissem” as decisões saídas do Acordo Colectivo de Trabalhadores e o Preço Indicativo de Referência (PIR), mas os trabalhadores “estão à espera há dois anos”.

Por causa disso, Edy Ganeto defendeu que “é urgente que o Governo procure os sindicatos, mais concretamente a concertação social e juntos elaborarem medidas ou mesmo avançar para o aumento do salário mínimo”, porque “o custo de vida tem vindo a aumentar a cada dia na ilha”.

Edy Ganeto avançou ainda que os bombeiros municipais da ilha poderão avançar para uma greve porque estão com promoções em atraso, falta subsídio de risco e enfrentam problemas como falta de meios de trabalho. Mas, explicou que a decisão de paralisar os serviços só deverá ser conhecida esta quarta-feira, após um encontro com o sindicato.

Inforpress

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