Sindicatos de São Vicente aguardam resultados de dois recursos e prometem insistir na luta 

A União dos Sindicatos de São Vicente (USSV), despejada na última sexta-feira da sua sede, aguarda resultados de dois recursos interpostos no Tribunal da Relação do Barlavento, mas, promete insistir na luta.   

Os responsáveis da USSV proferiram estas declarações numa conferência de imprensa realizada hoje, no Mindelo, na rua, mais concretamente na Praça Nova, por estarem neste momento sem instalações próprias,  as quais foram entregues, por decisão judicial, à União Nacional dos Sindicatos de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS).  

Conforme Tomás Aquino, presidente da USSV, a união entregou dois recursos no Tribunal da Relação do Barlavento e ambos foram aceites, pelo que aguardam o desfecho.  

“Nós pretendemos respeitar as decisões judiciais e fazer as nossas acções. Vamos aguardar a decisão dos dois recursos”, asseverou o sindicalista, adiantando que “não é verdade” quando Joaquina Almeida disse que os recursos não foram aceites.  

Por seu lado, o responsável sindical Luís Fortes considerou que o que aconteceu na última sexta-feira, 08, “até com arrombamentos de portas” foi um “acto bárbaro e de puro vandalismo” e que os obrigou a abandonar a sede da USV.

Para trás, segundo a mesma fonte, ficaram parte de pertences e equipamentos, e, até hoje, “não foi possível aceder aos gabinetes”, correndo o risco de perderem processos de trabalhadores, por causa dos prazos a cumprir.  

“Estamos sem espaço para atender os trabalhadores de São Vicente, apenas por capricho, vingança e perseguição dessa senhora”, sustentou a mesma fonte, acrescentando que devido a esta acção trabalhadores como o guarda, a empregada de limpeza, o condutor e o responsável da secretaria poderão ir para o desemprego.  

“Hoje estamos aqui, na rua, para dizer a Joaquina Almeida que mesmo com esse seu plano maquiavélico e diabólico ela não nos vai intimidar, não nos vai desencorajar e nem nos vai fazer desistir de continuar a lutar para o resgate da UNTC-CS. Aliás, a partir de agora, com muito mais força e determinação”, lançou.  

Luís Fortes disse que já colocaram à possibilidade de alugar um espaço para continuar as acções, mas, o objectivo é reaver o espaço doado pelo Governo de Cabo Verde aos sindicatos de São Vicente, em 1974, muito antes da criação da central sindical.  

“Queremos encontrar soluções para continuar a trabalhar, mas sempre lutando para ter o espaço que é nosso, dos trabalhadores de São Vicente”, reiterou o sindicalista.  

Como acções futuras, Luís Fortes informou que convocarão para a próxima semana um encontro de dirigentes, delegados e activistas sindicais, para dar conta do “acto hediondo”, como também para analisar e adoptar as medidas que a situação e o momento actuais exigem.  

Está também prevista uma “grande assembleia” de trabalhadores afectos aos vários sindicatos sediados em São Vicente, com o mesmo objectivo.  

Os oficiais do tribunal de São Vicente recorreram na sexta-feira, 08,  a um carpinteiro para arrombar fechaduras do edifício da União dos Sindicatos de São Vicente, e cumprir uma ordem do juiz, que mandou a UNTC-CS tomar posse do prédio.  

Inforpress

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